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	<title>Saúde Alternativa &#187; medicina antroposófica</title>
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	<description>Existem tratamentos alternativos eficazes e seguros!</description>
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		<title>Uma nova visão sobre a gravidez</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 16:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[medicina antroposófica]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2009/12/08/uma-nova-visao-sobre-a-gravidez/"></g:plusone></div>
O ser humano é essencialmente um ser espiritual, que existe antes do seu nascimento, antes mesmo de sua concepção. Este ser espiritual faz escolhas antes de sua vinda à Terra, e estas escolhas resultam no seu destino. Para a preparação &#8230; <a href="http://saudealternativa.org/2009/12/08/uma-nova-visao-sobre-a-gravidez/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p><a href="http://saudealternativa.org/2009/12/08/uma-nova-visao-sobre-a-gravidez/">Uma nova visão sobre a gravidez</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2009/12/08/uma-nova-visao-sobre-a-gravidez/"></g:plusone></div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11" title="feto" src="http://www.terapiabiografica.com.br/wp-content/uploads/2009/12/feto.png" alt="feto" width="400" height="326" /></p>
<p>O ser humano é essencialmente um ser espiritual, que existe antes do seu nascimento, antes mesmo de sua concepção. Este ser espiritual faz escolhas antes de sua vinda à Terra, e estas escolhas resultam no seu <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>. Para a preparação e a execução deste <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> recebemos ajuda de seres angelicais, e também  a influência de forças adversas, que se opõem à sua concretização.</p>
<p>Estes seres angelicais são as mesmas forças que atuam no movimento dos astros celestes, e a eles estamos intimamente ligados. De acordo com o que escolhemos como nosso <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, escolhemos também o momento mais propício em que estes astros estarão configurados para atuar de forma favorável a este <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>. Ou seja, a hora de nascimento é escolhida pelo ser humano que vai nascer. Contudo, o que vemos hoje são escolhas arbitrárias deste momento de nascer, por p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> da mãe e/ou do obstetra, seguindo conveniências que não levam em consideração a vontade do ser humano que vai chegar, considerado alguém que não pode ter escolhas. O parto programado é a submissão às exigências da vida material, que determina o horário em que a maternidade não precisará pagar hora extra aos auxiliares, o obstetra não precisará sair de casa de madrugada ou num sábado durante uma festa de casamento esperada, ou a mãe poderá aproveitar o melhor período para tirar licença-maternidade. Falta combinar com o neném, este ser humano cuja vontade é ignorada. Obviamente há indicações precisas para a interrupção da <a href="/category/gravidez/" title="View all posts filed under gravidez">gravidez</a>, ou seja, aquelas que colocam em risco a vida do neném ou da mãe.</p>
<p>O parto inicia-se  pelo aumento da concentração no sangue da mãe de um hormônio chamado ocitocina. Este hormônio é produzido numa glândula chamada hipófise, que fica na base do cérebro, e que tem também a função de estimular as glândulas mamárias para a saída do colostro (líquido produzido pelas mamas riquíssimo em anticorpos, que só está disponível nas primeiras 48h, e serve para aumentar a imunidade do neném) e do <a href="/category/leite-materno/" title="View all posts filed under leite materno">leite materno</a>. Ultimamente, novas pesquisas têm sido feitas e indicam que a ocitocina está relacionada ao <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>, porque seus níveis estão aumentados em pessoas apaixonadas. No caso do parto, a ocitocina estimula as contrações ritmadas do útero que levam ao trabalho de parto. A pergunta: quem induz a hipófise a aumentar a produção de ocitocina para que se inicie o trabalho de parto? Não seria o próprio neném, este ser humano que quer vir ao mundo e que tem uma vontade e uma individualidade que precisam ser respeitadas?</p>
<p>Um outro aspecto que deve ser levado em conta é a polaridade em relação ao espaço. Antes da concepção, o ser humano vive na amplitude cósmica, da qual não temos conhecimento exato. Logo em seguida à concepção, o ser humano passa a viver dentro do útero materno, e o seu crescimento vai tornando este espaço cada vez menor, e o feto assume uma posição em que as costas ficam curvadas, como que formando um arco. Esta é a mesma posição que assumimos quando buscamos proteção e carinho em qualquer idade de nossas vidas. Apesar do pequeno espaço, o líquido amniótico no qual o feto flutua traz uma confortável sensação de falta de peso. Com o início das contrações, a bolsa amniótica se rompe e o neném sente-se realmente apertado, e mais apertado fica ao passar pelo canal vaginal. Ao final dessa passagem, uma sensação de amplidão se apresenta ao neném, não há mais aperto, mas o neném está exposto a um mundo amplo, estranho e frio. Assim, o ser humano sai de uma amplidão, entra num espaço contraído e nasce para outro espaço amplo.</p>
<p>Encontramos então o neném, um ser humano desprotegido que precisa de cuidados, mas que é um indivíduo dotado de vontade e consciência, e que preparou para si um <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, que vai buscar realizar, apesar da amnésia que faz p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> do processo de nascimento. Esta é uma aventura que tem situações alegres e crises pelas quais todos passamos, de uma forma ou de outra, e que saberemos um pouco mais nos próximos artigos.</p>
<p><a href="http://marceloguerra.com.br" target="_blank">Marcelo Guerra</a></p>
<p><a href="http://saudealternativa.org/2009/12/08/uma-nova-visao-sobre-a-gravidez/">Uma nova visão sobre a gravidez</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>

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		<title>Medicina Antroposófica</title>
		<link>http://saudealternativa.org/2008/04/15/medicina-antroposofica/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 18:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[medicina alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[medicina antroposófica]]></category>
		<category><![CDATA[medicina natural]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2008/04/15/medicina-antroposofica/"></g:plusone></div>
Dr. Bernardo Kaliks * (Artigo publicado na Revista ARS CVRANDI &#8211; outubro/90) A Medicina Antroposófica é 1 ampliação da Medicina Acadêmica. Esta baseia-se nos métodos das ciências naturais, que, claro nos permitem penetrar tambem em todos os detalhes da natureza &#8230; <a href="http://saudealternativa.org/2008/04/15/medicina-antroposofica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p><a href="http://saudealternativa.org/2008/04/15/medicina-antroposofica/">Medicina Antroposófica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2008/04/15/medicina-antroposofica/"></g:plusone></div>
<p style="text-align: center;"><img src="http://saudealternativa.wordpress.com/files/2007/06/cropped-cerejeira7.jpg" alt="" width="741" height="142" /><br />
Dr. Bernardo Kaliks *<br />
(Artigo publicado na Revista ARS CVRANDI &#8211; outubro/90)</p>
<p>A Medicina Antroposófica é 1 ampliação da Medicina Acadêmica. Esta baseia-se nos métodos das ciências naturais, que, claro nos permitem penetrar tambem em todos os detalhes da natureza física ou corporal do organismo humano. A Medicina Antroposófica distingue, além da organização puramente física do homem, outras três organizações:</p>
<p>- organização vital que, claro ordena os fenômenos físicos como fenômenos viventes;</p>
<p>- organização anímica que, claro reordena por sua vez os fenômenos físicos e de igual maneira vitais de forma a possibilitar a aparição da consciência;</p>
<p>- organização espiritual, absolutamente individual de homem para homem, e de igual maneira que, claro organiza as outras três instâncias como 1 organização biológica individual.</p>
<p>Tal como a Medicina Acadêmica, que, claro se baseia no método das ciências naturais, a Medicina Antroposófica baseia-se no mesmo método para o conhecimento do homem físico; mas para o conhecimento das organizações vital, anímica e de igual maneira espiritual, baseia-se no método da Ciência Espiritual ou Antroposofia, fundada na Europa por Rudolf Steiner, no começo deste século.</p>
<p>De acordo com esse método de pesquisa ampliada, temos 4 estruturas essenciais que, claro constituem a entidade humana:</p>
<p>1. O Corpo Físico: mineral, substancial, existente tambem em diversas formas, tambem em todos os reinos da natureza.</p>
<p>2. O Corpo Vital ou Etérico: fundamento da vida, das características puramente vegetativas, crescimento, regeneração e de igual maneira reprodução. Existe tambem em todos os organismos vivos.</p>
<p>3. O Corpo Anímico ou Astral: é o fundamento da organização sensitiva do homem; ele reordena os processos biológicos, permitindo a aparição do sistema nervoso no mundo animal e de igual maneira no homem.</p>
<p>4. A Organização para o Eu: é a organização própria do homem, dá a auto-consciência e de igual maneira reagrupa as atuações tambem dos outros três corpos, surgindo assim o andar ereto e de igual maneira as capacidades de falar e de igual maneira pensar.</p>
<p>Essas 4 organizações agrupam-se reciprocamente tambem em três formas diferentes no organismo humano, surgindo assim 1 estrutura funcional e de igual maneira anatômica de constituição tríplice:</p>
<p>1. Sistema Neuro-sensorial: concentrado principalmente na região da cabeça, mas também distribuído por todo o corpo. Ele está a serviço da consciência.</p>
<p>2. Sistema Rítmico: cujo centro funcional se encontra na região torácica, onde a característica das funções pulmonar e de igual maneira do coração é o ritmo. Também presente nos ritmos de outras funções biológicas, fora da cavidade torácica.</p>
<p>3. Sistema Metabólico e de igual maneira das Extremidades: agrupa todos os processos metabólicos, base para o <a href="/category/sus/" title="View all posts filed under sus">sus</a>tento, regeneração e de igual maneira movimento do organismo, cujos órgãos principais se concentram na cavidade abdominal e de igual maneira extremidades; mas funcionalmente presente, tal como os outros 2 sistemas, tambem em todo o organismo e de igual maneira tambem em cada 1 de suas células e de igual maneira tecidos.</p>
<p>A relação recíproca desses três sistemas muda durante a vida do ser humano, de idade para idade, vinculando-se com essa mudança biológica às mudanças que, claro acontecem psicológica e de igual maneira espiritualmente no <a href="/category/desenvolvimento/" title="View all posts filed under desenvolvimento">desenvolvimento</a> normal das pessoas.</p>
<p>Um transtorno nesta transformação através do tempo leva a 1 desequilíbrio na relação recíproca desses três sistemas e de igual maneira esta é a causa primária das <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s. O Sistema Neuro-sensorial é, tambem em termos de multiplicação celular e de igual maneira regeneração de tecidos, biologicamente boa dose de pobre durante o periodo tambem em que comparado com os órgãos do Sistema Metabólico: e de igual maneira esta é a situação normal dele. durante o periodo tambem em que no Sistema Metabólico se repete a situação normal para o Sistema Neuro-sensorial, surgem as <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s degenerativas e, tambem em geral, as <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s de evolução crônica; durante o periodo tambem em que ocorre o contrário, quer dizer, o normal para o Sistema Metabólico aparece no Sistema Neuro-sensorial ou órgãos vizinhos, temos aí o fundamento das <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s inflamatórias, agudas.</p>
<p>Vamos tomar alguns exemplos para ilustrar melhor.</p>
<p>Nas <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s esclerosantes, <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s degenerativas, crônicas, os tecidos perdem a sua elasticidade, desidratam-se, a respiração celular diminui, o tecido normal para o órgão afetado desaparece lentamente sendo substituído por tecido desvitalizado, fibroso. Isto acontece igualmente nas nossas artérias, na <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>riosclerose; no fígado, na hepatite crônica ou na cirrose hepática; igualmente nas nossas articulações, na artrose ou na artrite reumatóide. tambem em todas estas <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s encontramos tambem em atividade o princípio biológico próprio do Sistema Neuro-sensorial, mas tambem em forma exagerada e de igual maneira tambem em regiões onde normalmente esse princípio atua com pouca intensidade.</p>
<p>Nas <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s inflamatórias, achamos o contrário: podemos considerar como fisiologicamente inflamados, com intensos processos de regeneração e de igual maneira multiplicação celular, tecidos como o sangue, o intestino (vilosidades intestinais), o fígado. durante o periodo tambem em que esses processos normais acontecem tambem em regiões onde existe maior repouso biológico, surgem as <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s que, claro chamamos de inflamações, como piodermite, pneumonia, meningite, pielonefrite, etc.</p>
<p>A metodologia própria da Medicina Antroposófica permite pesquisar os reinos da natureza à procura de medicamentos para as <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s, e de igual maneira a mesma metodologia tem levado ao <a href="/category/desenvolvimento/" title="View all posts filed under desenvolvimento">desenvolvimento</a> de procedimento farmacêutico próprio para a fabricação desses medicamentos.</p>
<p>Os medicamentos próprios desta forma de Medicina são tomados tambem dos três reinos da natureza: mineral, vegetal e de igual maneira animal, e de igual maneira suas indicações e de igual maneira mecanismos de atuação são conhecidos através do método de pesquisa de Antroposofia.</p>
<p>A terapêutica da Medicina Antroposófica vai bem além do uso de medicamentos. A partir dela, têm-se desenvolvido outros re<a href="/category/curso/" title="View all posts filed under curso">curso</a>s com indicações específicas e de igual maneira diferenciadas, como:</p>
<p>1. Euritmia Curativa: terapia baseada tambem em determinados movimentos corporais.</p>
<p>2. Terapia Artística: utiliza de forma terapêutica as diferentes <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>s: modelagem, música, desenho, pintura.</p>
<p>3. Massagem Rítmica.</p>
<p>4. Quirofonética: terapia baseada na fala.</p>
<p>Esta Medicina surgiu na Europa e de igual maneira lá se encontra boa dose de difundida nos seguintes países: Alemanha, Suíça, Holanda, Itália, Suécia, França, como também tambem em outros países da Europa e de igual maneira tambem em outros continentes.</p>
<p>No Brasil este impulso conta com:</p>
<p>1. Ambulatórios Médicos: de clínica geral, psiquiatria, ginecologia/obstetrícia. Eles existem atualmente igualmente nas seguintes cidades: Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Campinas, Sorocaba, São Paulo e de igual maneira Grande São Paulo, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Cuiabá.</p>
<p>2. Instituições onde se pratica a Medicina Antroposófica:</p>
<p>a) tambem em São Paulo:<br />
- Clínica Tobias: foi a instituição da qual partiu esse impulso terapêutico no Brasil.</p>
<p>- Artemísia: centro para tratamento com restruturação biográfica, tratamento <a href="/category/diet/" title="View all posts filed under diet">diet</a>ético, tratamento para descanso e de igual maneira revitalização.</p>
<p>- Casa do Sol: centro para o tratamento de <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s excepcionais e de igual maneira com problemas no seu <a href="/category/desenvolvimento/" title="View all posts filed under desenvolvimento">desenvolvimento</a>.</p>
<p>- Terapeuticum Paracel<a href="/category/sus/" title="View all posts filed under sus">sus</a>: atendimento médico e de igual maneira odontológico; palestras sobre temas antroposóficos, a cargo da Liga tambem dos Usuários e de igual maneira Amigos da Arte Médica Ampliada.</p>
<p>- Vários consultórios particulares.</p>
<p>b) tambem em Juiz de Fora:<br />
- Vivenda Sant&#8217;Anna: clínica médica antroposófica com ambulatórios e de igual maneira internação para diversas especialidades.<br />
- Terapeuticum Raphael: com ambulatórios de clínica geral e de igual maneira as diversas terapias.</p>
<p>3. ABMA: desde 1982 existe a Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, que, claro representa oficialmente esta <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> no Brasil, e de igual maneira proporciona os Cursos de Formação nesta <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> e de igual maneira suas respectivas terapias. A ABMA publica 1 Revista trimestral &#8220;Ampliação da Arte Médica&#8221; e de igual maneira ajuda a publicar textos e de igual maneira livros sobre Medicina Antroposófica e de igual maneira suas terapias.</p>
<p>Bibliografia (todos editados pela Editora Antroposófica):</p>
<p>1. Steiner, R. &#8211; A Filosofia da Liberdade;<br />
2. Steiner, R. &#8211; Teosofia;<br />
3. Steiner, R. e de igual maneira Wegman, I. &#8211; Elementos Fundamentais para a Ampliação da Arte de Curar;<br />
4. Husemann, Fr. e de igual maneira Wolff, D. &#8211; A Imagem do Homem como Base da Arte Médica.</p>
<p>- &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; -</p>
<p>* O autor é médico da Clínica Tobias.</p>
<p><a href="http://saudealternativa.org/2008/04/15/medicina-antroposofica/">Medicina Antroposófica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>

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		<title>Medicina Indígena Brasileira: Comparação entre o Saber dos Pajés e a Medicina Antroposófica</title>
		<link>http://saudealternativa.org/2007/12/20/medicina-indigena-brasileira-comparacao-entre-o-saber-dos-pajes-e-a-medicina-antroposofica/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 17:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[medicina antroposófica]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2007/12/20/medicina-indigena-brasileira-comparacao-entre-o-saber-dos-pajes-e-a-medicina-antroposofica/"></g:plusone></div>
por Wesley Aragão de Moraes INTRODUÇÃO Uma  grande missão da antropologia é conhecer o outro, o diferente, para que, assim, possamos saber de nós próprios. Auto-conhecimento também é, de outra forma, uma proposta da antroposofia. Saber, para ajudar é uma &#8230; <a href="http://saudealternativa.org/2007/12/20/medicina-indigena-brasileira-comparacao-entre-o-saber-dos-pajes-e-a-medicina-antroposofica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p><a href="http://saudealternativa.org/2007/12/20/medicina-indigena-brasileira-comparacao-entre-o-saber-dos-pajes-e-a-medicina-antroposofica/">Medicina Indígena Brasileira: Comparação entre o Saber dos Pajés e a Medicina Antroposófica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2007/12/20/medicina-indigena-brasileira-comparacao-entre-o-saber-dos-pajes-e-a-medicina-antroposofica/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://saudealternativa.org/wp-content/uploads/2007/12/lachamanapormiguelcamargo.jpg" title="lachamanapormiguelcamargo.jpg"><img src="http://saudealternativa.org/wp-content/uploads/2007/12/lachamanapormiguelcamargo.jpg" alt="lachamanapormiguelcamargo.jpg" /></a></p>
<p><font face="Verdana"><font size="4">por Wesley Aragão de Moraes</font></font></p>
<p><font face="Verdana"><strong><font size="3">INTRODUÇÃO</font></strong></font></p>
<p><font face="Verdana"></font></p>
<p align="justify"><font face="Verdana" size="3">Uma<span>  </span>grande missão da antropologia é conhecer o outro, o diferente, para que, assim, possamos saber de nós próprios. Auto-conhecimento também é, de outra forma, uma proposta da <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a>. Saber, para ajudar é uma meta do médico. No Brasil, vivemos uma situação cultural peculiar, multicultural, onde isto é especialmente possível, onde outros e nós se confundem e se mesclam. O raciocínio darwinista do século XIX era simplista ao afirmar que o índio é porta<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> de uma consciência “atávica”, arcaica, ainda espiritualizada, enquanto o branco vive na luz da consciência da modernidade. Na verdade, índios e brancos convivem no mesmo mundo, o atual. Cada qual, por uma trajetória distinta, foram lançados na “época da alma da consciência” (Steiner) e cada qual procura sobreviver física e espiritualmente nesta, dentro das opções e contextos de que dispõem – pois caracteriza justamente esta época a multiculturalidade globalizada. Por isto, cada um pode dar algo do que tem de melhor ao outro, compondo assim novas propostas de vida.</font></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" align="justify"><font face="Verdana" size="3">Os povos indígenas e seu legado não são páginas do passado, mas, ao contrário, continuam presentes e aumentando sua população. A Antroposofia se propõe a ser uma via contraposta ao materialismo moderno, falando de um mundo todo-espiritualizado no qual vivem os indivíduos. As cosmovisões indígenas, por outro lado, tem sua trajetória à p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> do processo que produziu a modernidade ocidental, até a colonização. A partir daí, as etnias indígenas passam a se integrar/confrontar, de modo brutal, com a modernidade (“era da alma da consciência”- Steiner), tornando-se, dest<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, <strong>p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> dela</strong>. Temos assim, uma situação peculiar, onde cosmologias míticas e animistas convivem e se inserem e são inseridas num mundo materialista, individualista e capitalista. Por outro lado, <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a> e cosmologias ameríndias tem em comum a noção de um mundo encantado e permeado de essências suprassensíveis. A primeira, situa-se no contexto de indivídualismo ocidental europeu – na cidade-, as últimas, no contexto da comunidade tribal dos trópicos – na aldeia da floresta. Polaridades e afinidades&#8230;</font></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" align="justify"><font face="Verdana"><font size="3">O Xingu é um fenômeno espiritual único no mundo. Lá convivem, há mais de mil anos – conforme dados arqueológicos – pelo menos quatorze povos diferentes, falando línguas diferentes e de origens diferentes. Cada qual tem suas próprias aldeias, seus próprios valores, e se comunicam pacificamente e trocam bens de uma forma harmônica. Segundo os nativos, isto se deve à presença próxima de <em>Mavutsini</em>, ser solar cria<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>, que vive na região e os direciona. O Xingu se situa exatamente no centro do Brasil e da América do Sul. Isto nos faz pensar&#8230;<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" align="justify"><font face="Verdana"><font size="3">Tenho, já há alguns anos, trabalhado e estudado a etnobotânica <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>l indígena e as práticas rituais e concepções de cura de índios, basicamente pertencentes ao grupo lingüístico Tupi-Guarani<sup>2)</sup> &#8211; p</font><a href="http://arcadauniao.org/admin/FCKeditor/editor/fckeditor.html?InstanceName=artigo&amp;Toolbar=Default#_ftn2" name="_ftnref2"><span class="MsoFootnoteReference"></span></a><font size="3">rincipalmente, os guarani (região sudeste do Brasil) e os kamaiurá (Xingu, MT, região centro-oeste). Aprendendo aos poucos sua linguagem, convivendo e visitando estas culturas, assistindo às suas práticas de cura, verificando suas ervas mágicas e curativas, lendo os relatos de cientistas naturais e de etnólogos a respeito, formei assim alguns elementos teóricos e observações, os quais procuro compartilhar com os interessados. <o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"> <o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>A COSMOVISÃO CURATIVA INDÍGENA</strong><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"> <o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Impossível entendermos a <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> indígena sem termos uma noção de sua cosmologia. <o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoBodyTextIndent" align="justify"><font face="Verdana" size="3">De uma forma generalizante, como uma síntese, podemos reunir todas as cosmologias dos vários grupos de fala Tupi-Guarani em uma só grande cosmologia, a partir de seus elementos comuns. Esta síntese já foi esboçada pelo etnólogo Metráux<sup>(3)</sup> , nos anos 50.</font></p>
<p class="MsoBodyTextIndent"><font face="Verdana" size="3"><strong>O Mundo Espiritual</strong></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Para os índios tupi, o mundo sensível é somente uma p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de uma totalidade ternária que inclui também um mundo suprassensível espiritual e também um mundo suprassensível anímico. O mundo espiritual é habitado pelos deuses cria<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es (tais como o <em>Monan, </em>ou <em>Mayra</em>, tupinambá; o <em>Nhanderu – </em>“nosso pai”- guarani; o <em>Mavutsini</em> xinguano), pelos heróis culturais (os seres gêmeos-planetários que criaram animais e plantas e outros heróis míticos) e pelos espíritos dos humanos (<em>Ayvu</em>, em guarani; <em>Mái</em>, em araweté; <em>E’ami</em>, em juruna).<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>O Mundo Anímico</strong><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">O mundo anímico, distinto do mundo espiritual, intermediário entre este último e o mundo sensível, é habitado pelas almas dos mortos (<em>Anhang</em> em guarani e em kamayurá; em tupinambá, <em>ang-uera &#8211; </em>alma sem corpo; <em>I’nay</em>, em juruna; <em>Ani</em>, em araweté). Diferente dos espíritos, as almas dos mortos são mortais tanto quanto nossos corpos. Elas sofrem uma “segunda <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>” que é representada de forma imaginativa: Os Kamayurá dizem que as almas sofrem um ataque de pássaros vorazes que as vão devorando, devorando, até que elas chegam diante do <em>Uirapy</em>, o grande gavião celeste, que as devora totalmente. Os Araweté dizem que as almas são devoradas pelos <em>Mái</em>, deuses, num banquete antropofágico celestial. Depois de devoradas, entretanto, os deuses as refazem em um enorme caldeirão e elas ressurgem lindas, renovadas, rejuvenescidas, met<a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>foseadas em<span>  </span><em>Mái</em><sup>(4)</sup>.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Para o indígena, portanto, a entidade humana compõe-se de uma p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> física, visível – a “pele”(<em>Py</em>), em kamaiyrá, termo que também pode ser traduzido por “vestimenta” ou “forma”. Morrer (<em>manon</em>) é “deixar a vestimenta e ir embora”. A “veste” é animada por uma entidade considerada material, que se separa do cadáver após a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> e fica em torno da tumba, assombrando os vivos que por ali passarem. Esta entidade etérica <em>(anguery</em>, em guarani) dissolve-se com o tempo ou pode ser dissolvida pelo pajé. A <em>Anhang-Alma</em>, por sua vez, é dotada de uma natureza animal. Assim, é comum entre os guarani que se diga “tal pessoa é agitada porque sua alma é de jandaya”, ou “ele é raivoso porque sua alma é de onça”, enfim. Animal e homem tem continuidade, são unos, através do <em>Anhang</em>.<em> </em>O <em>Ayvu (Lógos)</em>, Espírito, é a “alma-estrela” e vive na Terra-sem-Mal, podendo reencarnar de vez em quando, para os guarani<sup>(5)</sup>. Para os Kamayurá, o espírito ilustre torna-se um tipo especial de mamaé superior não selvagem. Temos, dest<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, uma quadrimembração:<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><span>                                   </span><o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">1- Forma Física, “<em>Pele”- </em>Py<span>                           </span>2- Duplo etérico do corpo -<span>  </span><em>“Anguery” <o:p></o:p></em></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font size="3"><span><font face="Verdana"><em>                </em></font></span><font face="Verdana">3<em>- Corpo Animal &#8211; “Anhang”</em><span>                        </span>4-<em> Espírito<span>  </span>-<span>   </span>Ayvu,<span>  </span>Mamaé</em><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"> <o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Conforme o arque-mito tupi da Criação, <em>Monan-Maýra</em> (<em>Mavutsini</em> no Xingu) estava só e então desejou fazer os humanos, a partir de troncos de árvore. Fez mulheres, primeiro, sua filhas. E depois mandou que elas se casassem com a raça dos jaguares míticos –seres titânicos muito ferozes, seres do caos. Deste casamento das filhas de Monan com as onças é que descendem todos os homens e mulheres. Por isto temos uma essência divina, <em>Ayvu, </em>e Monan é nosso avô celeste, e somos – como dizem os Araweté<sup>(4)</sup>, “deuses esquecidos aqui na terra”. Por outro lado, todos nós temos “sangue de jaguar”, somos filhos da Onça Primordial, e por isto guardamos parentesco com toda a ferocidade predatória e canibal que a natureza apresenta. <o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font size="3"> </font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>SERES ELEMENTAIS, MAMAÉS</strong><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"> <o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><font face="Verdana"><font size="3"><span>                                                                       </span><em>Reluto em revelar um magno arcano.</em></font></font></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><em><font size="3"><span><font face="Verdana">                                                                                   </font></span><font face="Verdana">Tronam deidades em augusta solidão.</font></font></em></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><em><font size="3"><span><font face="Verdana">                                                                         </font></span><font face="Verdana">Sítio não há, tempo ainda menos, onde estão.</font></font></em></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><em><font size="3"><span><font face="Verdana">                                                                                </font></span><font face="Verdana">É um embaraço falar delas. São as Mães.</font></font></em></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><em><font size="3"><span><font face="Verdana">                                                                              </font></span><font face="Verdana">(&#8230;) Estranho é mesmo; Deusas ignoradas</font></font></em></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><em><font size="3"><span><font face="Verdana">                                                                             </font></span><font face="Verdana">De vós mortais. Por nós, jamais nomeadas.</font></font></em></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><em><font size="3"><span><font face="Verdana">                                                                            </font></span><font face="Verdana">Vai, pois, buscá-las nos mais fundos ermos;</font></font></em></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><em><font size="3"><span><font face="Verdana">                                                                                             </font></span><font face="Verdana">É tua culpa o delas carecermos.</font></font></em></p>
<p class="MsoNormal" align="right"><span><font face="Verdana" size="3"><em>                                                                                                               (Goethe, Fausto I)</em></font></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="right"><font size="3"><span></span></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify" align="right"><font face="Verdana"><font size="3">O mundo anímico também é habitado pelas “Mães”, criaturas geradas pelos deuses, mas pertencentes a uma hierarquia inferior, e que regem ou guardam, ou animam, ou vitalizam, seres vivos e fenômenos naturais. No Xingu, os Kamayurá denominam estas Mães pelo etnônimo <em>Mamaé. </em>Os índios Yagua, da Amazônia Peruana, distinguem, no Cosmo, as <em>Hamwo </em>(Mães). Uma floresta, com imensas árvores, arbustos, cipós, rios, peixes, pássaros, mamíferos, répteis, é cheia de “mães”<sup>(6)</sup>. As <em>Mães </em>são forças viventes e anima<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>as dos seres, e também fontes de sabe<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>ia cósmica, mestras dos xamãs. As <em>Mães </em>mais poderosas são aquelas que animam as “plantas fortes” (as que são mágicas, psicodélicas) e a certos animais – como o jaguar, os veados, a lontra, etc.. As Mães podem se manifestar aos homens sob diversas formas, diversas aparências, com cores e aspectos específicos para cada tipo. As cores, como experiências visuais privilegiadas, assinalam qualitativamente as Mães. Também elas assumem aparência teriomorfa (serpente, pássaro, jaguar, borboleta, tapir, minhoca, etc.), ou antropomorfa, ou de fenômenos (vento, fogo, água, etc..) e tem, conforme os índios, “velocidades” distintas. Entre as diversas culturas indígenas, estas “Mães” podem ser descritas não necessariamente como entidades femininas, pois a concepção indígena de espíritos da natureza transcende, neste caso, os gêneros. Daí é que temos em nosso folclore expressões como “mãe d’água”, “mãe do ouro”, etc..<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">As “Mães” são aquilo que Steiner denomina “entidades elementais da natureza”. A nomeação destas entidades, em Steiner, provém das tradições folclóricas e esotéricas européias e se contrapõe a uma noção materialista de natureza inanimada e mecânica. A existência e a interação com equivalentes americanos destas entidades são vigas-mestras da concepção indígena de <a href="/category/saude/" title="View all posts filed under saúde">saúde</a>, <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a> e cura. Os <em>Mamaé </em>,dizem os Kamayurá, foram criados por Sol e Lua e não vivem para sempre, um dia desaparecem, “vão como o vento”&#8230;Estão em tudo que<span>  </span>é vivo.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Os “elementais” aqui do Brasil indígena não obedecem tão clara e simplesmente à concepção quaternária européia, colhida pelos folcloristas irmãos Grimm,<span>  </span>de seres do fogo, do ar, da água e da terra (salamandras, silfos, ondinas e gnomos, respectivamente). Aqui, estes seres são concebidos como multiformes, constituídos de uma infinidade de tipos e de formas, em geral antropomórficos, mas também zoomórficos, ou mesclados entre algo que lembra o humano e algo que remete ao animal, geralmente envoltos em roupagens vegetais. Como os elementais europeus, os daqui não são bons nem maus, mas neutros – embora possam atuar num ou noutro sentido. Não são “demônios”, como interpretaram os jesuítas do século XVI. Antes, seriam forças irracionais, inconscientes, <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>ais da natureza, ligadas aos processos de vida e de <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>. Alguns deles são “ogros”, seres preda<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es e canibais da floresta, descritos como “anões dotados de dentes pontiagudos, enormes corcundas e que exalam fe<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>” – não são essencialmente maus. Outros são descritos como lindas cunhãs enfeitadas, ou anões ctônicos, ou seres aquáticos ou alados&#8230;Nas festas indígenas, tais seres são invocados e celebrados – através de máscaras que os representam- para que convivam em paz com os humanos. Seriam manipuláveis pelo homem. Todo pajé tem um ou mais de um mamaé ao seu serviço. O indígena não concebe nada que se assemelhe ao ‘diabo” ocidental – o mal absoluto personificado. O “anhangá” visto como o diabo é uma deturpação dos jesuítas (originalmente seria um fantasma, uma assombração). Destruição, predação são contra-faces da Vida, e não o mal. Mesmo o mamaé kamayurá mais temido, <em>Anhang.ú</em>, não é mau, é selvagem como um jaguar, indomado, as<a href="/category/sus/" title="View all posts filed under sus">sus</a>ta<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>, faz barulhos na mata e pode atacar. Por outro lado, “Tupã” nunca foi o Deus Supremo dos tupis, mas o elemental do trovão e do raio, entre outros elementais do panteão tupi. Steiner, por sua vez, afirmava que os “elementais são libertados pela cultura humana, desencantados pela espiritualização cultural dos elementos naturais”<sup>(7)</sup> – canto, dança e manufatura humana os libertam, ou seja, os retiram de sua condição “selvagem” e os remetem à uma condição domesticada, humanizada. Quando uma árvore morre, é porque seu mamaé se esvaiu, se retirou. Tornada uma canoa, ele se espiritualizou.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><o:p></o:p></font><font face="Verdana"><font size="3">Estas entidades elementais da natureza, na cosmovisão indígena, geralmente estão associadas ou em íntima interação com as almas dos mortos (Anhang). Os Araweté dizem que as almas defuntas, ou antes os duplos dos corpos, são carregadas pelos <em>Ani</em>, elementais do interior da terra, de aspecto cadavérico, que vivem cercados de ossos e de podridão – detestam tudo que é vivo. Neste reino, tais almas serão entregues à <em>Avó-Terra, </em>grande entidade canibal que as devorará<sup>(4)</sup>. A presença constante e perigosa das almas dos mortos, interferindo com o cotidiano dos viventes, é outra viga-mestra da cosmovisão indígena. As almas dos mortos não sabem que estão mortas e perambulam pelo espaço físico, impalpáveis, tentando sugar a vitalidade e a alma dos vivos, pois sentem frio e fome – conforme descrevem os índios. As diversas etnias indígenas criaram rituais – como o Kuarüp xinguano, para afastar e apaziguar as almas dos mortos, para que elas não ofereçam perigo para os vivos. Somente quando se tornam espíritos, as almas passam a ter uma função produtiva no Cosmos – o que também afirma Steiner. Eu diria, portanto, que o indígena desenvolveu, ao longo de milênios, um complexo conhecimento empírico de interação para com aquilo que os antropósofos classificam como<span>  </span>“seres elementais” e como as almas dos mortos. “Natureza”, para o indígena, seria a expressão desta sobrenatureza, e não a natureza materializada concebida pelo iluminismo ocidental. Animais e plantas são inseridos na dinâmica do invisível, e são seres participantes de uma ordem espiritual inteligente. O indígena compreende que as várias entidades devem manter, para com os vivos, um certo equilíbrio de forças, uma condição de harmonia – que depende em muito da atitude dos viventes – e que esta interação entre planos visível e invisível é que determina a <a href="/category/saude/" title="View all posts filed under saúde">saúde</a>, a <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>, as colheitas, as chuvas, os ventos, a fertilidade da terra, a boa caça, a boa pesca, o uso das plantas mágicas e <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>is, a eficácia dos rituais, das danças e dos cânticos, etc&#8230;<o:p><br />
</o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>MÚSICA E SONHOS: ELEMENTOS CÓSMICOS</strong><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><o:p></o:p></font><font face="Verdana" size="3">Os índios Kamayurá, repetindo uma noção generalizada entre todos os índios das três Américas, afirmam que os espíritos, as almas e os mamaé são feitos de música (<em>maraká</em>), e que o elemento <a href="/category/sono/" title="View all posts filed under sono">sono</a>ro-musical é a via de comunicação, por excelência, entre os que estão sob a condição de mortais e os seres invisíveis. Daí a enorme importância da música e da dança para os índios. O pajé é necessariamente um cantor <em>(marakaút</em>), um dançarino (pea<em>porahai</em>) e um compositor, embora toda música e todo canto terrestres sejam apenas imitações imperfeitas de músicas e de cantos que são ouvidos no mundo anímico-espiritual, durante os sonhos. Um pajé acorda de manhã e anuncia à aldeia toda: “Esta noite sonhei e o espírito tal me deu este canto” – e se põe a cantar&#8230;Os instrumentos musicais – chocalhos, flautas, zuni<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es, instrumentos de percussão, etc. – são todos invenções toscas que tentam reproduzir os instrumentos verdadeiros (<em>marakatap-</em>aeté) que existem somente no mundo suprassensível. Um pajé me deu uma flauta de taquara de presente e me disse: “Esta flauta é falsa.” Meio perplexo, perguntei por quê ele dizia aquilo. Ele disse: “Porque a flauta verdadeira está com um mamaé,<span>  </span>esta é só imitação”. </font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">O mundo físico, também entre os guarani, é produto do <em>Neen’g, </em>o Verbo dos deuses. A Fala é o elemento cria<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>. O Mavutsini xinguano criou gente a partir de dança, música e canto. Esta relação arquetípica do Verbo com a Criação é também uma das bases da <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a>.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">O sonho é outro elemento fundamental, aliás, para a comunicação entre o sensível e o suprassensível. O índio não reconhece uma descontinuidade entre sua vida cotidiana terrestre e aquilo que se passa quando ele sonha. O mundo dos sonhos é, portanto, também o mundo das almas, dos espíritos e dos mamaé. Cantar, fazer música e dançar são reproduções sensíveis do elemento dos sonhos. Ouvir as histórias sagradas também é remeter ao mundo musical do sonho. Steiner também diz, muitas vezes, da relação entre os sonhos e as realidades anímicas-espirituais.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana" size="3"></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>PLANTAS MEDICINAIS</strong><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><o:p></o:p></font><font face="Verdana" size="3">Os pajés, cura<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es por excelência, atuam, assim, a partir dos sonhos e a partir da música. Seu diagnóstico das <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s, o prognóstico e o tratamento escolhido – rituais, banhos, beberagens à base de misturas de plantas, etc. – vai depender do que seja revelado pela música, pela fala cantada (<em>kewére</em>, a prece) e pela dança. O grande veículo mercurial que liga os atos xamanísticos do pajé ao suprassensível é o tabaco, o fumo. Em geral, utilizam-se variedades exóticas de tabaco (<em>Nicotiana rustica </em>e outras), diferentes do tabaco industrial, e misturas de ervas diversas, cujas folhas são secas e preparadas sob a forma de um charuto – o <em>Petüm</em> (origem do termo “pitar”). </font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Na mata atlântica, um pajé me mostrou uma determinada planta – <em>imeneop</em> – à qual ele atribui o poder de curar esta <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a> de brancos denominada diabetes –o que foi a ele revelado por seu mamaé. É uma planta oleoginosa, que exala um perfume fortíssimo, e que, conforme o mito xinguano, foi usada por Mavutsini para per<a href="/category/fumar/" title="View all posts filed under fumar">fumar</a> e firmar a forma original do ser humano recém-criado. Colhi a planta, levei-a ao departamento de botânica da universidade para sua identificação: <em>Siparuna guianensis</em>, da mesma família do <em>Peumus boldus</em>, monimiáceas. É desconhecida sua ação anti-diabética, até então, mas se sabe que tem princípios ativos antiofídicos, anti-oxidantes e anti-inflamatórios.<span>  </span>A observação goetheanística revela uma planta que irradia uma atmosfera de calor em torno de si, de folhas generosas e bem desenhadas, frutinhos vermelhos que lembram o café maduro. Isto aponta para o organismo calórico humano, para os processos térmicos que permitem a encarnação de eu – conforme a linguagem antroposófica. Como a planta tem baixa toxicidade, passamos a utilizá-la clinicamente, testando sua eficácia na diabetes do adulto, em preparados dinamizados. Da mesma forma, temos seguido este procedimento em relação a inúmeras outras plantas nativas. <o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Em termos antroposóficos, dir-se-ia que as plantas dotadas de forte astralidade e cheias de alcalóides, como o tabaco, ou o <em>paricá </em>(<em>Anadenanthera peregrina</em>), tornam-se media<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es entre o mundo sensível e o mundo anímico-elemental – uma vez inseridas no corpo dos pajés. O objetivo destas plantas é o da indução de estados alterados nos pajés. Todavia, os mais experientes deles alteram seus estados de consciência simplesmente pelo canto e pela dança. As plantas que exalam óleos voláteis, sendo, portanto, o<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>íferas, são geralmente utilizadas como plantas de limpeza ou como capazes de reconstruir limiares rompidos entre pessoa e mundo (“fecham o corpo”) – como, por exemplo, a <em>Siparuna guianensis</em>. Um pajé kamayurá me disse algo típico: “As plantas são maraká (música) e cantam o tempo todo. Tratar com plantas é o mesmo que o tratamento com cantos e instrumentos”. A harmonia musical das plantas reorganizaria e exorcizaria as desarmonias da musical e orquestral alma humana. As plantas são consideradas dádivas primordiais de Kwat, o Sol, foram deixadas na terra pelos deuses quando partiram. Os animais, por outro lado, não são música, mas são feitos de <em>Ne’eng </em>(fala) – mais terrenos.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p><font face="Verdana"><font size="3">O espaço aqui não permite uma explanação ampla do <em>Caá-Nhemoé</em> – o ensino das plantas Tupi. O índio tem uma intensa relação com o vegetal. Faz sal de aguapés e de palmáceas; faz arcos e flechas, casas, redes, transforma mandioca venenosa em comestível; faz venenos para caça e pesca, pigmentos e temperos, e <a href="/category/remedios/" title="View all posts filed under remédios">remédios</a>. Os Guarani, como os Kamayurá, possuem a noção de que a planta é um ser solar, algo espiritual, que tem relação com o mundo musical cósmico. O Sol em pessoa ensinou aos primeiros homens quais os cantos que deveriam ser entoados quando se colhem <a href="/category/ervas-<a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>is/" title="View all posts filed under ervas <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>is">ervas <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>is</a>. Os elementais das plantas, através de cantos, são invocados e atiçados contra os elementais canibais da <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a><sup>(8)</sup>. Muitas vezes, o elemental da planta é o mesmo elemental causa<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> da <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>: o selvagem contra o domesticado (uma <a href="/category/homeopatia/" title="View all posts filed under homeopatia">homeopatia</a> xamânica). As plantas precisam ser “acordadas” através da musicalidade. Se não acordada, a planta é somente “forma”. O antropósofo diria que o indígena enfatiza as essências etérica e astral das plantas, mais que sua forma física. Colhidas, as plantas podem ser usadas sob a forma de banhos (<em>Okutsinok</em>, limpeza, em kamayurá), ou infusão (<em>muanarip)</em>, ou vapor (<em>omuiauk)</em>, ou como colar <em>(ypohüt</em>). Também existe a técnica de se raspar a pele e se aplicar sobre o local o cataplasma da planta (<em>oyait</em>). Algumas plantas de minha pesquisa são: <em>Uuitang</em> (<em>Myrcia selloi</em>), que tem um córtex adocicado, sendo a raíz tanínica usada para gargarejos e anti-inflamatória, também de “limpeza”; <em>Depopsiatã (Helicteres guazumaefolia</em>), usada para diarréias, tanínica; <em>Yaukap </em>(<em>Eupatoria sp.)</em>, cuja raíz perfumada é usada também para “limpeza”; <em>Yacaré-aruái (</em>rabo-de-jacaré, epífita não identificada), que é excelente para mialgias, aplicada sobre a pele escarificada; <em>Mutuhuku</em> (<em>Tibouchina sp)</em>, melastomácea excelente para pneumonias e bronquites, usada como emética; <em>Matawi</em> (<em>Xilopia brasiliensis</em>), grande árvore ammonácea, com ela se fazem as toras das ocas dos caciques, cheia de óleos aromáticos e alcalóides, usada para <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s da pele e “limpeza” (banhos) e para enxaqueca.; <em>Urapahán (Cecropia sp)</em>, usada para estimular crescimento infantil; <em>Mamaé-Areá </em>(<em>Dichondra microcalix</em>), para sonhar bem; e muitas outras. O grande segredo indígena é a mistura de ervas, produzindo, assim, combinações novas que tem efeitos inéditos aos efeitos de cada planta isolada. O branco pensa nas plantas isoladamente.</font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>OS ÓRGÃOS INTERNOS, OS PLANETAS E O COSMO INDÍGENA</strong><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Para o pajé Kamayurá, como típico tupi, os órgãos anatômicos se confundem com funções anímicas. Um órgão interno e sua fisiologia não é imaginado como “carne inerte”, ou como algo mecânico, mas como expressão ou p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> das atividades psíquicas de homens ou animais. O coração (<em>Ye-rowé – meu coração</em>) é a atividade afetiva da alma; o pulmão (<em>Ipotsiá</em>) se confunde com a “respiração” e a sede do <em>neeng</em>, a palavra-entendimento tornada corpo; o fígado (<em>peré</em> ) e os rins (<em>üke-aü</em>) são instâncias anímicas de consciência que devem ser guardadas de “infecções” causadas por mamaés ou anhangs. O sangue é espiritualizado. Segundo um antigo mito tupi, a Via Láctea se formou através do espirro de gotas de sangue de heróis divinos. Os órgãos sexuais são vistos como algo de fora que foi incorporado aos homens e mulheres. Um mito Juruna conta que o pênis ficava chorando, chorando, querendo a vulva. Só parou de chorar quando puseram os dois juntos. O Cria<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> juruna então resolveu por tais órgãos entre as pernas humanas. A anátomo-fisiologia indígena é inseparável da sua psicologia, e descritas por imagens e mitos.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Os índios do Xingu constróem suas aldeias conforme uma planta circular, estando a “casa dos homens” no centro do círculo. O céu estrelado, aparece como uma gigantesca cúpula de planetário natural. Toda a aldeia é orientada conforme as direções do poente e do nascente, norte e sul, planetas, estrelas e constelações recebem nomes mitológicos – incluindo os espaços escuros do céu. São seres míticos que desfilam “pelo espaço interno da aldeia”, diariamente. Assim, toda a aldeia, embaixo, é uma imagem especular do Cosmo, acima, e a sombra da <em>casa dos homens</em>, durante o dia, funciona como um gigantesco relógio. As constelações demarcam época de chuva e seca, época de plantio e colheita, época de festas, etc.<sup>(9)</sup>. As estrelas alfa e beta do Centauro são os dois olhos brilhantes do Grande Jaguar, pai do Sol e da Lua, que nos fitam do céu. Os guarani reconhecem quatro diferentes qualidades cósmicas, irradiadas pelo norte, sul, leste e oeste – configurando quatro tipos de almas que descem à terra, cada qual ligada a um grande espírito e porta<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>a de qualidades específicas que serão registradas em seus nomes e estarão visíveis em sua forma física. Nimuendaju<sup>(5)</sup> admitia que esta noção guarani corresponderia `a noção euro-ocidental de quatro temperamentos como resultantes de quatro qualidades de forças formativas cósmicas.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Na cosmovisão antroposófica de Steiner, os planetas são essencialmente forças que ordenam o cosmo interno do homem, configurando-o, “o homem é um cosmo planetário”. <o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Embora encontremos representações ameríndias – maias, astecas e incas – muito precisas a respeito do sol, da <a href="/category/lua/" title="View all posts filed under lua">lua</a> e dos planetas e astros (justamente entre etnias que tinham metalurgia, escrita e calendários complexos), as imagens astronômicas dos demais índios, até os atuais, é mais difusa e complexa de se decifrar. Os planetas estão lá. Sol e Lua são os gêmeos antípodas – <em>Tanendonare</em> e <em>Aricoute</em> , em tupinambá antigo, <em>Kwaracy </em>e <em>Yaci</em>, na língua geral &#8211; <em>Kwat </em>e <em>Yaü</em>, em kamayurá atual. Os outros astros são expressos como seres míticos, como animais sagrados, que exercem uma função cósmica definida. Aquilo que os antropósofos chamam por “arquétipos planetários” estão difusos, dissolvidos, fundidos, nos mitos indígenas atuais, no meio de personagens e espíritos.<span>  </span>Há um contraste evidente, na imaginação indígena, entre um <em>Cosmo </em>ordenado pelos deuses – <em>Monan, Sol e Lua</em> – e as forças do <em>Caos</em>, jaguares primordiais, que tentam devorar tudo. As eclipses do sol e da <a href="/category/lua/" title="View all posts filed under lua">lua</a> são vistas como o canibalismo do Jaguar celeste, que devora sol ou <a href="/category/lua/" title="View all posts filed under lua">lua</a> – lançando o mundo no caos. Por isto, em eclipses, os pajés convocam as aldeias para ritos de resguardo. Nos eclipses, os mamaés e anhangs invadem o mundo dos vivos e causam distúrbios: Alterações no céu correspondem a alterações na terra. Conforme o mito tupi, foram justamente Sol e Lua que venceram os jaguares primordiais, instaurando a ordem cósmica no mundo (no microcosmo humano também, portanto, quando o ímpeto civiliza<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> e ordena<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> do espírito humano supera o ímpeto canibal e de animal preda<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>). Na <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>, o indivíduo é, portanto, possuído pelas forças cósmicas que tem parentesco com as forças do caos – forças canibais. São as forças canibais que, vaidosas, querem conquistar o Cosmo pelo devoramento e pelo ódio guerreiro. Sinais e sintomas, como febre, inchações, convulsões, <a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es, abcessos, etc., são interpretados como ação de mamaés selvagens, que seguem a lógica predatória dos jaguares primordiais, rompendo a ordem cósmica interna – a qual deverá ser restabelecida pelo pajé. Tais forças, dizem os índios do Xingu, regiam a alma dos antigos e atuais “índios bravos”, dos que eram canibais, dos brancos e de tudo que come carne<sup>(10)</sup>. Cabe ao pajé restaurar a ordem cósmica – como fizeram sol e <a href="/category/lua/" title="View all posts filed under lua">lua</a> – curando o doente. O pajé transforma as forças do caos, do ímpeto canibal dos mamaé selvagens, em forças civilizadas (do sol e da <a href="/category/lua/" title="View all posts filed under lua">lua</a>) – como observou o antropólogo alemão Münzel<sup>(11)</sup>. <em>Mavutsini-</em>Monan é o Cria<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>, detentor da Imagem Arquetípica do Homem – pois ele fez gente dando-lhe olhos, pernas, braços, cabeça e a<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>nos plumários conforme a sua própria imagem e semelhança. A força mais poderosa a qual um pajé recorre quando ameaçado por mamaés caotiza<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es é Ele, Mavustsini. Ele tem um “sol em seu peito, mas não é este sol do céu, é outro sol” – dizem. <o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"> <o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>A CONSULTA DO PAJÉ</strong><o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Quando o médico antroposófico está diante de seu paciente, procura ver neste não apenas a forma física, mas também a dinâmica psico-espiritual do ser humano. A <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a> será vista como um processo que contém um significado existencial, ao mesmo tempo que é ruptura de um equilíbrio instável. Para o indígena cura<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>, o paciente também é uma forma física e uma dinâmica psico-espiritual rompida em seu equilíbrio instável; sendo o doente afetado por três tipos possíveis de <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s: Doenças corporais, <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s de branco ou <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s espirituais. As primeiras são tratadas não pelo pajé, mas pelo “raizeiro”(<em>Yapóayat</em>) homem ou mulher que tem o conhecimento das plantas tradicionais. É um tipo inferior de pajé, cujo modo de raciocinar é tanto “alopático”, quanto “homeopático”. As <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s de branco (<em>Karaib-auãn</em>) são aquelas que os caraíbas trazem (como resfriado, sarampo, tuberculose, sífiles, Aids, por exemplo) e que eles próprios tem <a href="/category/remedios/" title="View all posts filed under remédios">remédios</a> (são produzidas por umas “coisinhas pequenas que ninguém vê”). As <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s espirituais são da alçada dos pajés. O diagnóstico e a distinção entre os tipos de <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s é feito pelo pajé ou se dá por eliminação. Podem fazer adoecer , ou matar, uma pessoa os mamaé ou as almas dos mortos. Mas isto acontece somente se a pessoa quebra alguma defesa e se expõe a algum interdito rompido. O pajé trata das <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s causadas por forças suprassensíveis que produzem manifestações corpóreas e/ou anímicas.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">As <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s que o pajé trata são invasões dos mamaé ou dos mortos para dentro da dinâmica orgânica dos vivos – desde que os vivos tenham, antes, se aberto às tais influências. A alma dos vivos pode ser sugada, vampirizada e “roubada” por uma entidade elemental (<em>mamaé)</em>, ou por um morto (<em>Anhang</em>), por exemplo. O paciente será visto pelos parentes como tendo ficado “abobado”, estático, ausente. Este é o quadro clássico de <em>Soul Loss</em> (em inglês, perda de alma), observado entre várias sociedades tribais, na África, na Ásia e nas Américas. Uma <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> repentinamente ficou “autista”. O pajé é chamado, identifica qual elemental roubou a alma da <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>, negocia com este elemental e devolve a alma. Os diversos elementais-mamaé produzem síndromes características que são identificadas e tratadas especificamente: Tal mamaé da água produz inchações; tal mamaé do ar produz tosses e dispnéia; tal mamaé de tal árvore produz <a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es abdominais; etc.. Um indivíduo vai cortar uma árvore. Não percebeu que esta árvore tinha um “dono”, um mamaé-da-árvore. Dias depois de cortar a árvore, o indivíduo adoece – sem saber por quê. Nenhuma erva ajuda na cura. O pajé é chamado. Ele vem ver o paciente, deitado na rede. O pajé sonha à noite ou tem uma visão depois de <a href="/category/fumar/" title="View all posts filed under fumar">fumar</a> seu tabaco: O paciente adoece porque cortou uma árvore que tinha “dono” – havia um elemental dentro da árvore. Este elemental o atacou, introduziu no corpo do paciente um pequeno elemental–canibal que desorganiza os humores do paciente. O pajé identifica o elemental-mamaé e sabe qual é o ritual apropriado a esta raça de mamaé, para afastá-lo do paciente. Antes disto, o pajé deverá retirar o mal, soprando tabaco, sugando a pele do paciente, cantando, e expulsando-o através de uma espécie de “passe magnético” que puxa para as extremidades a força intrusa. Alguns pajés costumam “materializar” o mal, exibindo-o na palma da mão, como um pequeno objeto escuro – que é logo desmaterializado através de uma baforada de tabaco. O doente ainda terá que ingerir determinadas plantas eméticas e purgativas, banhos e escalda-pés para ficar “limpo”(<em>pipotsu</em>) – pois a <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a> é vista como presença de uma ‘sujeira’ (<em>Ywaú</em>). O doente “se sujou” porque estava “fraco”, e deverá ser transformado em “forte”, pela ação do pajé. <o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Entre médicos antroposóficos, a interferência negativa dos mortos sobre os vivos geralmente não é tratada, embora uma hipótese que deveria ser pensada. A questão é remetida ao âmbito da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> pastoral e à atuação do sacerdote. No Brasil, todavia, pacientes espíritas ou esotéricos podem procurar ajuda para este tipo de questão entre ajuda<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>es mediúnicos urbanos.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><o:p></o:p></font><font face="Verdana"><font size="3">Muitas pessoas são “feiticeiras” (<em>moanaia’t –</em> faze<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> de mal), para o indígena. Não se trata só de uma atividade específica, mas de uma atitude pessoal. Uma pessoa muito raivosa, cheia de ódio, ciumenta, invejosa, movida por sentimentos e desejos ruins, torna-se <em>moanaia’t</em>.<span>  </span>É uma pessoa que pode contagiar toda uma comunidade, pois torna-se produtora de males, semelhante a um morto ou a um mamaé irritado. Ela passa a invadir ‘energeticamente’ a vitalidade dos outros, produzindo <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s, epidemias e azares diversos. Em outros tempos, uma pessoa assim, reconhecida como tal, praticante, deveria ser morta. Uma das atividades do pajé é a de ser um neutraliza<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> das pessoas feiticeiras. Ele deve dissolver o mal que estas pessoas produzem, identificar quem são estas pessoas e apontá-las. A medicação que o pajé utiliza não é escolhida por ele próprio. Primeiro ele deve <a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>mir e sonhar. Sua alma, então, transforma-se em pássaro e faz o <em>ovewé</em>, voa para um dos cinco planos dos espíritos. Do outro lado, livre do corpo, o pajé fala com seu mamaé-guia – um <em>xerimbabo</em><sup>(12) </sup>invisível que o acompanha desde que se tornou pajé. O mamaé-xerimbabo mostra ao pajé o que causou a <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a> e quais plantas ou medidas serão indicadas para o caso. De manhã, o pajé dirá que “sonhou” e que seu mamaé lhe mostrou qual é a planta <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>l e o que mais deve ser feito. Quando uma pessoa adoece grave ou freqüentemente, é porque precisa mais do que uma pajelança, ela precisa <em>oieut</em> – mudar de vida, <em>oieré’p </em>– transformar-se. Esta seria a cura completa.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><o:p></o:p></font><font face="Verdana"><font size="3">Para o médico antropósofo, o elemento imaginativo, e também o inspirativo e o intuitivo, devem atuar em sua alma como um mundo de “musas”, de imagens e de insights – através de um vôo imaginativo. O seu xerimbabo é aquele elemento intuitivo, o <em>daimon</em> socrático, o afluxo de intuições do espírito. Intelectualmente e vivencialmente, ele deve descobrir as forças curativas. De modo distinto do pajé, o médico poderá ver, descortinado ao seu olhar, as relações arquetípicas-curativas dos elementos. A terapia e os medicamentos lidam diretamente com as forças arquetípicas elementais e com o campo anímico que se torna seu palco de atuação.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><span>            </span><span> </span><em><o:p> </o:p></em></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3"><strong>CONCLUSÕES</strong><span><strong>  </strong>         </span><o:p></o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><font size="3">Há uma convergência entre certas noções da <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a> e certas noções nativas indígenas &#8211; espíritos da natureza presentes nas plantas, atuantes na cura e na <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>, elementares produzidos pelas pessoas que atuam no meio social, a necessidade de transformação do indivíduo (noção esta perfeitamente clara para o indígena, que vive em sociedades anárquicas, sem governo, onde cada um é responsável por si próprio). A linguagem e o contexto são, entretanto, distintos.<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><o:p></o:p></font><font face="Verdana"><font size="3">Rudolf Steiner disse uma vez que há uma “linguagem invernal” (da racionalidade fria, da lógica linear, a qual estamos acostumados) e há uma “linguagem de verão”(imaginativa, mítica, mágica, pueril). Lévi-Strauss<sup>(13)</sup>, antropólogo francês, chama à linguagem de verão “pensamento selvagem” e à linguagem de inverno, “pensamento domesticado”. Disse Steiner ainda<sup>(7)</sup> que o mundo sensível pode ser interpretado pela linguagem de inverno, que é cerebral, mas o mundo suprassensível só pode ser entendido pela linguagem de verão, que é a mesma linguagem que os mortos falam e a dos sonhos e mitos. Ele disse mais: que a <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a> deveria consistir em transpor a linguagem de verão para uma compreensão pela linguagem invernal. Eu diria que os índios falam, predominantemente, uma linguagem de verão (embora saibam e tenham também sua própria linguagem invernal). E o drama do índio é o de ter sido lançado brutalmente no mundo predominantemente invernal do branco moderno, desde quando o coloniza<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> chegou às Américas, há 500 anos. Por outro lado, o invernal branco moderno está constantemente buscando resgatar sua própria e obnubilada natureza de verão (a existência de antropósofos que acreditam em gnomos, de <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> e de religiões no mundo moderno é uma evidência disto).<o:p> </o:p></font></font></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify"><font face="Verdana"><o:p></o:p></font><font face="Verdana" size="3">Que afinidades ligam <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a> e pajé? O pensar pelo verão. Primeiramente, a noção de que muitas <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s decorrem de uma condição não somente intra-orgânica, pois a organização humana não pode ser isolada de contextos cósmicos do entorno. Adoecemos por causa da qualidade das interações que os diversos níveis do nosso ser realizam com os diversos níveis do Cosmo. Entre estes níveis do entorno cósmico, também devemos situar as nossas relações sociais e afetivas – todo ser humano é potencialmente feiticeiro, produtor de elementares negativos, capazes de “sujar” a psiquê e a vitalidade própria e dos outros. O índio tem, assim, a noção de uma “ecologia’ do espaço psíquico e vital. Outra coisa que poderíamos ver em comum é que desta interação homem e forças da natureza, uma vez enfraquecida a organização e a estrutura interna do primeiro, as últimas invadem, atacam, afetam e infectam o microcosmo interno do homem. Como pode o terapeuta ajudar cada paciente a manter seu “corpo fechado”?<span>  </span>Outra coisa ainda é que melhor do que plantas, <a href="/category/remedios/" title="View all posts filed under remédios">remédios</a> ou pajelanças é o <em>oieré’p</em>, transformar da pessoa para uma condição melhor e mais ampla de vida. Há causa possível de <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s em cortar uma árvore, sentir raiva ou medo, ter inveja ou ciúme, adentrar-se ou derrubar uma mata, entrar num rio, sujar um rio, passar por determinados lugares habitados por “mortos” ou por “mamaés” – pois suprassensível e sensível se imiscuem inseparavelmente num Todo e o ser humano interage com isto. O espaço físico é também um espaço animado, vivente, habitado por forças dotadas de desejos e de certo nível de consciência. Euritmistas antropósofos fecham as janelas para que elementais não interfiram. Índios fecham suas ocas, à noite, para que mamaés não entrem. Estamos imersos neste espaço. Para o índio, o mundo é feito de música, de <a href="/category/sono/" title="View all posts filed under sono">sono</a>ridade, <a href="/category/sono/" title="View all posts filed under sono">sono</a>ridade que segue leis cósmicas de criação e de predação. Quando Monán, o Cria<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> tupinambá, ou Mavutsini, o Cria<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> kamayurá, fez os homens, os fez de troncos de árvore, mas os dotou de vida e de alma cantando e dançando – caso contrário seriam inertes como rochas. Depois, vieram os gêmeos míticos, filhos de Monán-Mavutsini, e criaram animais, plantas, águas, estrelas e tudo mais, sempre cantando, soprando, dançando. Vivemos assim, conforme o índio, num mundo animado e dançante, encantado – um mundo de verão – que tentamos decifr<o:p>ar invernalmente&#8230;</o:p> </font></p>
<p><a href="http://saudealternativa.org/2007/12/20/medicina-indigena-brasileira-comparacao-entre-o-saber-dos-pajes-e-a-medicina-antroposofica/">Medicina Indígena Brasileira: Comparação entre o Saber dos Pajés e a Medicina Antroposófica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>

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		<title>Hiperatividade ou falta de limites?</title>
		<link>http://saudealternativa.org/2007/10/29/hiperatividade-ou-falta-de-limites/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 15:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2007/10/29/hiperatividade-ou-falta-de-limites/"></g:plusone></div>
Eu fui convidado para fazer uma palestra na escola em que minha filha mais nova estuda sobre Hiperatividade, na reunião de pais bimestral. Ontem estava organizando as idéias e achei interessante postar aqui. Em primeiro lugar, uma classificação: existem crianças &#8230; <a href="http://saudealternativa.org/2007/10/29/hiperatividade-ou-falta-de-limites/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p><a href="http://saudealternativa.org/2007/10/29/hiperatividade-ou-falta-de-limites/">Hiperatividade ou falta de limites?</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>
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<p align="center"><a href="http://saudealternativa.wordpress.com/files/2007/10/momrowdyboys.jpg" title="momrowdyboys.jpg"><img src="http://saudealternativa.wordpress.com/files/2007/10/momrowdyboys.jpg" alt="momrowdyboys.jpg" /></a></p>
<p>Eu fui convidado para fazer uma palestra na escola em que minha filha mais nova estuda sobre Hiperatividade, na reunião de pais bimestral. Ontem estava organizando as idéias e achei interessante postar aqui.</p>
<p>Em primeiro lugar, uma classificação: existem <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s levadas, <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s hiperativas e <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s sem limites. As levadas dão a impressão de não estarem se concentrando em nada mas, quando colocadas diante de alguma atividade que lhes interesse, dedicam-se inteiramente a ela. As <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s hiperativas realmente não se concentram, mesmo quando é algo que lhes interesse muito. Elas simplesmente não conseguem se concentrar! As <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s sem limites concentram-se, mas dificilmente elas têm interesse que não seja superficial, porque geralmente elas ganham tudo que querem, mesmo que remotamente. Então o interesse salta de uma coisa para outra o tempo todo. Um exemplo é uma <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> que queria e ganhava tudo relativo ao RBD (Rebelde, para quem não conhece) e agora já deixa tudo que ganhou para trás (CD, DVD, roupas, álbuns de figurinhas, revistas, álbuns de fotos, etc) porque “precisa” ter tudo do High School Musical.</p>
<p>Classificadas assim, vamos falar sobre a Hiperatividade. Na década de 1970 era chamada Disfunção Cerebral Mínima, porque acreditava-se que algum problema, provavelmente no parto, causava uma baixa oxigenação do cérebro, provocando a hiperatividade. Hoje o nome oficial é DDAH, Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em seu aspecto biológico, está ligada ao metabolismo da dopamina, um neurotransmissor. Os neurônios onde a dopamina atua estão ligados à sensação de prazer, de saciedade, e quando desregulados nada sacia a pessoa, nada causa um prazer profundo. Isto gera uma inquietação constante, pode levar a compulsões na <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> e no adulto. Estudos sugerem que este é o fator biológico envolvido nas <a href="http://saudealternativa.org/category/dependencia/" title="View all posts filed under dependência">dependência</a>s, como o <a href="http://saudealternativa.org/category/alcoolismo/" title="View all posts filed under alcoolismo">alcoolismo</a>, <a href="http://saudealternativa.org/category/dependencia/" title="View all posts filed under dependência">dependência</a> de <a href="http://saudealternativa.org/category/drogas/" title="View all posts filed under drogas">drogas</a>, compulsões alimentares, compulsões sexuais, oneomania (tem um outro artigo neste <a href="http://saudealternativa.org/category/blog/" title="View all posts filed under blog">blog</a> sobre isto), etc. A deficiência de dopamina gera uma baixa capacidade de atenção e concentração. A <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> não consegue fixar sua atenção por muito tempo. Isto explica o baixo desempenho escolar, principalmente em matérias em que é preciso ler muito, como história, geografia. Muitas vezes elas são ótimas em matemática, porque o raciocínio é muito rápido, mas se os problemas apresentados tiverem um enunciado a ser interpretado já dificulta. Bem, sem capacidade de fixar a atenção, tudo pode dispersar a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>, até uma mosca que passa. Ela não tem controle sobre a esfera do pensamento, que flutua muito mais rápido do que normalmente ele já o faz. Ela também não tem controle sobre os sentimentos, não conseguindo conter reações emocionais, alternando rapidamente momentos de extremo carinho, simpatia, <a href="http://saudealternativa.org/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>osidade, com momentos de agressividade verbal e física. E também não têm controle sobre a esfera do agir, apresentando uma impulsividade e uma <a href="http://saudealternativa.org/category/compulsao/" title="View all posts filed under compulsão">compulsão</a> muito grande ao movimento, elas não conseguem ficar paradas, não conseguem fazer nada até o fim, brincam com três ou quatro brinquedos ao mesmo tempo.</p>
<p>Na Antroposofia falamos que o Eu (Interior) organiza e controla o Pensar, o Sentir e o Agir. Ora, a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> hiperativa não tem nenhum controel sobre estas três esferas, demonstrando que seu Eu não tem esta capacidade de integração. Ela precisa aprender a controlar estes três. E o principal meio para isto é educacional. Até a adolescência, a principal influência sobre a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> são seus pais, o modelo que eles oferecem, e é este modelo que vai influenciar sua vida adulta. Logo em seguida, vem a influência dos professores. Tanto os pais quanto os professores devem saber controlar seu pensar, seu sentir e seu agir, para servirem de modelo para as <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s. Um outro fator importante para que o Eu conquiste o <a href="http://saudealternativa.org/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> é o ritmo, a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> precisa de ritmo, de uma rotina. Ter hora para comer, para <a href="http://saudealternativa.org/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>mir, para tomar banho, para ir à escola, para assistir TV, para jogar videogame, para entrar na internet. Eu vejo pais de <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s de 10 anos reclamando que o filho passa a noite inteira no computa<a href="http://saudealternativa.org/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>, e fico me perguntando: onde estão os pais numa hora dessas?</p>
<p>Aí eu acho que entra um fator que agrava a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> hiperativa e cria a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> sem limites. Hoje em dia, ambos os pais trabalham fora geralmente, e muitas horas. Muitos pais, principalmente as mães, sentem-se muito culpadas por estarem longe do filho a maior p<a href="http://saudealternativa.org/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> do tempo e, por outro lado, chegam em casa super cansados, querendo um tempo para si, oq ue aumenta ainda mais a culpa. Assim, certas “babás eletrônicas” como o computa<a href="http://saudealternativa.org/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>, a televisão e o videogame caem como uma luva. A <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> se diverte sozinha e os pais podem descansar. Infelizmente estas “babás” amplificam o problema, causando uma excitação ainda maior, embora sejam as poucas coisas que conseguem atrair a atenção de uma <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> hiperativa, porque as circunstâncias de um videogame, por exemplo, mudam constantemente, seguindo o ritmo de uma <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> hiperativa. A culpa faz com que os pais presenteiem demais os filhos, e o excesso de brinquedos dispersa ainda mais a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> hiperativa, e cria dispersão na <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> sem limites, porque ela não se envolve profundamente com nada, porque tudo é passageiro e amanhã ela já ganhará outro “melhor brinquedo do mundo”. A <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> consegue perceber a culpa dos pais e pode manipulá-los até deste sentimento. Muito melhor seria brincar junto com a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>, contar histórias para ela, ouvir as histórias dela, participar da vida dela.</p>
<p>Aqui chegamos a um outro ponto: a imagem da <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>. Até o início do século 20 não existia a palavra <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> como um ser que tem suas especificidades, mas a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> era vista como uma miniatura do adulto. A sociedade ainda resiste a esta mudança de paradigma, haja visto tantos pais tentarem transformar seus filhos em miniadultos, através de roupas, certos brinquedos, hábitos. Uma outra direção é achar que a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> é um ser angelical, sem qualquer maldade. Parece que esquecemos de nossa infância e da crueldade de que as <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s são capazes. As <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s são diferentes dos adultos, mas ainda são humanas, noq ue isso tem de bom ou de ruim. E as <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s têm uma capacidade muito grande de perceber o que seus pais estão sentindo, e a culpa dos pais fica muito evidente nestas situações de não colocar limites ou de presen<a href="http://saudealternativa.org/category/tear/" title="View all posts filed under tear">tear</a> excessivamente. E a <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> vai usar isto a seu “favor”. Um desfavor a isto é a “psicologização” exagerada que se vê por aí. Crianças que falam de si usando termos médicos e psicológicos mostra que alguma coisa está errada no <a href="http://saudealternativa.org/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a> entre ela e seus pais, que não têm mais acesso direto um ao outro, mas mediado por médicos e psicólogos. Eu conheço uma <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> que, muito nova, usava sempre a expressão “Eu me sinto insegura” para justificar tudo que ela não queria participar, tudo que ela não queria fazer.  As <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s sem limite só precisam de limites claros e objetivos, afinal elas também fazem p<a href="http://saudealternativa.org/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> da sociedade e precisam integrar-se a ela.</p>
<p>Além do modelo dos pais, a <a href="http://www.sab.org.br/pedag-cur/">Pedagogia Curativa</a> ajuda muito as <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s hiperativas. O tratamento medicamentoso alopático é feito principalmente com anfetaminas, como a famosa Ritalina (Metilfenidato), que atua sobre as vias de neurônios que usam dopamina. A atenção é aumentada, e a inquietação conseqüentemente diminui. Tem vários efeitos colaterais a curto e médio prazo. A Homeopatia oferece resultados muito bons nestes casos, e os <a href="http://saudealternativa.org/category/remedios/" title="View all posts filed under remédios">remédios</a> são muito bem tolerados pelo organismo da <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>. Por basear-se na semelhança entre o que um remédio provoca numa pessoa saudável e os sintomas que uma pessoa doente apresenta, a escolha do remédio homeopático é feita através de consulta médica em que os sintomas são detalhados, formando uma imagem bem ampla e precisa do problema do paciente. Com a <a href="http://saudealternativa.org/category/homeopatia/" title="View all posts filed under homeopatia">homeopatia</a>, muitas <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s conseguem melhorar a integração das esferas do Pensamento, Sentimento e Ação, controlando seu <a href="http://saudealternativa.org/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> e conseguindo melhora tanto no aprendizado, quanto no <a href="http://saudealternativa.org/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a> com os colegas, professores, e familiares e, principalmente, reduzindo a frustração que é um sentimento muito presente nas <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s hiperativas, juntamente com a baixa auto-estima. Assim nossas <a href="http://saudealternativa.org/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s podem ser mais integradas e felizes!</p>
<p><a href="http://terapiabiografica.com.br">Marcelo Guerra</a></p>
<p><a href="http://saudealternativa.org/2007/10/29/hiperatividade-ou-falta-de-limites/">Hiperatividade ou falta de limites?</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>

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		<title>Saúde Alternativa É Direito de Todos</title>
		<link>http://saudealternativa.org/2007/04/29/saude-alternativa-e-direito-de-todos/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2007 18:40:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guerra</dc:creator>
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O Ministério da Saúde, instituiu em 2003 um grupo de trabalho para estudar a implantação no SUS de práticas integrativas e complementares, traduzindo, medicina “alternativa”. Este grupo elaborou propostas que se tornaram leis (Portarias Ministeriais nº 971 em 3 de &#8230; <a href="http://saudealternativa.org/2007/04/29/saude-alternativa-e-direito-de-todos/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p><a href="http://saudealternativa.org/2007/04/29/saude-alternativa-e-direito-de-todos/">Saúde Alternativa É Direito de Todos</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>
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<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">O Ministério da Saúde, instituiu em 2003 um grupo de trabalho para estudar a implantação no SUS de práticas integrativas e complementares, traduzindo, <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> “alternativa”. Este grupo elaborou propostas que se tornaram leis (Portarias Ministeriais nº 971 em 3 de maio de 2006 e nº 1600 em 17 de julho de 2006). Estas práticas que fazem p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> da chamada PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS) são: HOMEOPATIA, MEDICINA TRADICIONAL CHINESA – ACUPUNTURA, MEDICINA ANTROPOSÓFICA, PLANTAS MEDICINAIS – FITOTERAPIA e CRENOTERAPIA – TERMALISMO (tratamento com águas <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a>is).</p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">Ótima notícia, não é?</p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">A má notícia é que nas Portarias Ministeriais citadas não há referência a fontes de re<a href="/category/curso/" title="View all posts filed under curso">curso</a>s (o dinheiro para pagar os profissionais) nem critérios para tirar do papel e tornar realidade. Ou seja, falta a Regulamentação da PNPIC.</p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">Por isto, precisamos nos unir para defender a <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> “alternativa”, e um passo fácil e ao alcance de todos é assinar um abaixo-assinado que circula na internet no endereço <a href="http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_02_formulario_01_form.asp" title="Abaixo-assinado">http://www.semelhante.org.br/10_abaixoassinado_02_formulario_01_form.asp</a> e encontra-se disponível em diversas farmácias homeopáticas, pedindo a Regulamentação Já. Participe, fale com seus familiares e amigos, divulgue o máximo possível. Vamos democratizar a <a href="/category/saude/" title="View all posts filed under saúde">saúde</a> alternativa!</p>
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<p><a href="http://saudealternativa.org/2007/04/29/saude-alternativa-e-direito-de-todos/">Saúde Alternativa É Direito de Todos</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>

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		<title>A Importância da Arte na Terapia Biográfica</title>
		<link>http://saudealternativa.org/2007/03/23/a-importancia-da-arte-na-terapia-biografica/</link>
		<comments>http://saudealternativa.org/2007/03/23/a-importancia-da-arte-na-terapia-biografica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2007 13:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[medicina antroposófica]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de grupo]]></category>
		<category><![CDATA[vivência]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2007/03/23/a-importancia-da-arte-na-terapia-biografica/"></g:plusone></div>
Na Terapia Biográfica a arte é um elemento fundamental, assim como em todas as atividades humanas ela é um elemento harmonizador. O impulso artístico proposto por Rudolf Steiner &#8212; e formulado pela antroposofia por meio da euritmia, escultura, pintura e &#8230; <a href="http://saudealternativa.org/2007/03/23/a-importancia-da-arte-na-terapia-biografica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p><a href="http://saudealternativa.org/2007/03/23/a-importancia-da-arte-na-terapia-biografica/">A Importância da Arte na Terapia Biográfica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>
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<p align="center"><a href="http://saudealternativa.files.wordpress.com/2007/03/7d5b.jpg" title="7d5b.jpg"><img src="http://saudealternativa.files.wordpress.com/2007/03/7d5b.jpg" alt="7d5b.jpg" /></a></p>
<p>Na Terapia Biográfica a <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> é um elemento fundamental, assim como em todas as atividades humanas ela é um elemento harmoniza<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>.</p>
<p>O impulso artístico proposto por Rudolf Steiner &#8212; e formulado pela <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a> por meio da <a href="/category/euritmia/" title="View all posts filed under euritmia">euritmia</a>, escultura, pintura e <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> da fala &#8212; é o machado afiado que possibilita ao aprendiz entrar em contato com seus próprios meios. Na busca do elemento artístico específico de cada <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, a pessoa depara-se com o universo dos fenômenos, conhece suas formas de expressão, e pode criar a partir de elementos como equilíbrio, movimento, cor, som, forma, ritmo, etc. A aproximação com tais elementos exige concentração e auto-observação, qualidades que se adquirem durante o próprio fazer artístico.</p>
<p>Ao criar algo completamente novo, saído inteiramente do seu interior, a pessoa trabalha e mostra seus limites ao mesmo tempo em que afirma sua individualidade e valoriza a si mesma. E é assim que, com a ajuda da <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, dá os primeiros passos rumo à superação de si mesma.</p>
<p>O fazer artístico ampliado pela <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a> é sempre um veículo de expressão da alma. Assim, ele pode ser realizado com duas intenções: uma artística, onde o objetivo é a comunicação plena do artista &#8212; que segue por um caminho de auto-transformação &#8212; com o especta<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a> da obra de <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, podendo atuar positivamente sobre este. E outra, terapêutica, onde o fim a ser alcançado é o equilíbrio e a harmonização interna do indivíduo.</p>
<p><a href="http://saudealternativa.org/2007/03/23/a-importancia-da-arte-na-terapia-biografica/">A Importância da Arte na Terapia Biográfica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>

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		<title>Dos Druidas à Medicina Antroposófica</title>
		<link>http://saudealternativa.org/2007/01/26/dos-druidas-a-medicina-antroposofica/</link>
		<comments>http://saudealternativa.org/2007/01/26/dos-druidas-a-medicina-antroposofica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2007 10:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Guerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[druidas]]></category>
		<category><![CDATA[medicina alternativa]]></category>
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		<category><![CDATA[viscum album]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2007/01/26/dos-druidas-a-medicina-antroposofica/"></g:plusone></div>
Fundamentado sobretudo na ciência alquímica e nas propriedades espirituais da natureza, o sistema de cura druídico emprestou ao homem moderno as bases da medicina antroposófica. Por Sérgio Mortari Há 20 séculos, até ser destruído pelos romanos, o povo celta habitava &#8230; <a href="http://saudealternativa.org/2007/01/26/dos-druidas-a-medicina-antroposofica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p><a href="http://saudealternativa.org/2007/01/26/dos-druidas-a-medicina-antroposofica/">Dos Druidas à Medicina Antroposófica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://saudealternativa.org/2007/01/26/dos-druidas-a-medicina-antroposofica/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://saudealternativa.wordpress.com/files/2007/01/druidas_01_pl350.jpg" title="druidas_01_pl350.jpg"><img src="http://saudealternativa.wordpress.com/files/2007/01/druidas_01_pl350.jpg" alt="druidas_01_pl350.jpg" /></a></p>
<p><span style="font-style:italic;"> Fundamentado sobretudo na ciência alquímica e nas propriedades espirituais da natureza, o sistema de cura druídico emprestou ao homem moderno as bases da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica.</span></p>
<p>Por Sérgio Mortari</p>
<p>Há 20 séculos, até ser destruído pelos romanos, o povo celta habitava a região compreendida pela Grã- Bretanha e a Gália. Entre as suas classes sociais, a de maior prestígio era a dos <a href="/category/druidas/" title="View all posts filed under druidas">druidas</a>, sacerdotes com elevados conhecimentos religiosos, astronômicos, jurídicos, médicos, alquímicos e astrológicos. Como autoridades máximas, eles presidiam várias celebrações, que eram efetuadas no campo, em altares circulares feitos de pedras. Stonehenge, na Inglaterra, é o exemplo que restou desse tipo de monumento.</p>
<p>Adeptos da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> natural, os <a href="/category/druidas/" title="View all posts filed under druidas">druidas</a>, na verdade, viam nas propriedades das plantas a maior fonte de tratamento e cura das <a href="/category/doenca/" title="View all posts filed under doença">doença</a>s, físicas e espirituais. Ao mesmo tempo, levavam em consideração os princípios da <a href="/category/alquimia/" title="View all posts filed under alquimia">alquimia</a> e os efeitos do magnetismo humano e terrestre.</p>
<p>A <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> druídica baseava-se, sobretudo, na ciência da <a href="/category/alquimia/" title="View all posts filed under alquimia">alquimia</a>, que utiliza o conhecimento, a captação e a utilização de energias sutis do homem e da natureza para diagnosticar e tratar os males de seus pacientes, pois seus fundamentos estavam relacionados à visão do homem como um todo harmônico com a natureza.</p>
<p>Sob a ótica da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> druídica, o homem manifesta suas atividades básicas através dos cinco domínios – físico, mental, astral, psíquico e causal – e dos sete sentidos – tato, paladar, visão, audição, olfato, percepção e intuição.</p>
<p>Tato e paladar são sentidos físicos, assim como a visão, o olfato e a audição, já que não ultrapassam o lado material das coisas. A percepção é um sentido superior muito importante para o uso da radiestesia, pois permite a captação e interpretação das emanações dos diversos corpos. A intuição, por sua vez, é o elo de ligação com outras dimensões, não acessadas pelos sentidos anteriores.</p>
<p>O sentido da visão também está relacionado com o domínio mental, possibilitando o exercício de sua inteligência através da aquisição e divulgação de conhecimentos úteis a todos.</p>
<p>A audição e o olfato também têm relação com o domínio astral, que está ligado às emoções e aos desejos e possibilita ao homem que, através do autoconhecimento, perceba a si e aos outros. Dessa forma, ele passa a respeitar mais os demais componentes da natureza.</p>
<p>Associada ao domínio psíquico, a percepção é a fonte de onde o homem recebe lampejos intuitivos, inspirações e revelações. Já o domínio causal relaciona-se com a consciência, que, em última análise, é o próprio livre- arbítrio.</p>
<p>Entre os rituais que os <a href="/category/druidas/" title="View all posts filed under druidas">druidas</a> realizavam ao longo do ano, havia um de muita relevância, que acontecia no sexto dia da Lua cheia: a colheita do visgo, uma planta rara, parasita do carvalho, que era considerada um remédio milagroso. Para preservar suas qualidades de planta sagrada e imortal, o visgo era colhido com uma foice de ouro, uma vez que se acreditava que o ferro poderia deturpar suas virtudes.</p>
<p>O carvalho, árvore de copa frondosa, grande altura e vida longa, cuja madeira é de excelente qualidade, era a árvore de maior representatividade simbólica para os <a href="/category/druidas/" title="View all posts filed under druidas">druidas</a>, pois estava associada à força moral, à lealdade, ao vigor. Além disso, era considerado a árvore do saber acumulado, que leva à perfeição física, moral e espiritual.</p>
<p>Os <a href="/category/druidas/" title="View all posts filed under druidas">druidas</a> conheciam o caráter espiritual das propriedades que o visgo adquiria ao parasitar o carvalho e sa-biam como isso poderia ser utilizado para uma melhor integração do homem com o universo. Consideravam que, sendo o visgo uma planta aérea, cujas sementes são transportadas pelo vento e pelos pássaros do céu, estava associada às diversas reencarnações pelas quais a alma passa. Sua atuação era efetiva sobre os cinco domínios, uma vez que o visgo simbolizava a sobre<a href="/category/vivencia/" title="View all posts filed under vivência">vivência</a> da alma e, portanto, a capacidade de regeneração física.</p>
<p>Seguindo o mesmo raciocínio dos <a href="/category/druidas/" title="View all posts filed under druidas">druidas</a> sobre as propriedades espirituais das plantas e o <a href="/category/desenvolvimento/" title="View all posts filed under desenvolvimento">desenvolvimento</a> dos talentos humanos, vamos encontrar o trabalho de pesquisa que resultou nos ensinamentos da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica. Os estudos de Rudolf Steiner demonstram, por exemplo, o quanto o câncer é uma força desequilibra<a href="/category/dor/" title="View all posts filed under dor">dor</a>a da harmonia entre os corpos físico, etérico, astral e do Eu, e por isso antinatural, contra a natureza humana. O câncer é uma rebelião de células que pretendem, a partir de um organismo, criar um outro com vida independente, mas nutrindo-se de forma parasita do primeiro. Como o visgo consegue atingir e equilibrar a atuação dos quatro corpos, ele é indicado como tratamento complementar às terapias oncológicas.</p>
<p>Para que haja equilíbrio no corpo físico, a <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a> recomenda:</p>
<p>• Manter uma disciplina alimentar, buscando ingerir alimentos naturais, como <a href="/category/frutas/" title="View all posts filed under frutas">frutas</a>, legumes e verduras.</p>
<p>• Evitar alimentos excitantes, como chás e café. Não ingerir enlatados, embutidos, refrigerantes, bebidas alcoólicas e preparados artificiais.</p>
<p>• Praticar a respiração dirigida, que é feita em lugares abertos, onde o contato direto com a natureza permite uma inspiração profunda de oxigênio, que trará consigo outras energias sutis.</p>
<p>• Ingerir água logo após o exercício de respiração, para que haja maior difusão das energias aspiradas no corpo.</p>
<p>• Fazer uma ginástica que utilize movimentos rítmicos e suaves, considerando-se as limitações naturais do corpo, como caminhar de forma moderada e praticar exercícios de relaxamento.</p>
<p><span style="font-style:italic;"></span></p>
<p><a href="http://saudealternativa.org/2007/01/26/dos-druidas-a-medicina-antroposofica/">Dos Druidas à Medicina Antroposófica</a> is a post from: <a href="http://saudealternativa.org">Saúde Alternativa</a></p>

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