Evidências obtidas em animais e em seres humanos sugerem que a ansiedade e o stress maternos no pré-natal podem ter consequências negativas no desenvolvimento da prole. Os modelos animais também mostram que o estresse pré-natal tem efeitos sobre a saúde física do filho, tais como o funcionamento imunológico. Em estudos em humanos, no entanto, consequências para a saúde física são muitas vezes restritas às complicações do nascimento, os estudos sobre os efeitos da aquisição de doenças são escassos.
Um estudo publicado no periódico Pediatrics em seu número de agosto de 2010 analisou se a ansiedade e o estresse maternos no pré-natal, medidos por auto-relato e pela fisiologia do cortisol, estão relacionados a mais doenças infantis e maior uso de antibióticos durante o primeiro ano de vida. Participaram do estudo 174 mulheres com gestação normal e parto a termo.
A ansiedade e o estresse pré-natal previram um montante considerável de variância em doenças infantis e uso de antibióticos: 9,3% para respiratórias, 10,7% para doenças gerais, de 8,9% para doenças de pele, e 7.6 % para o uso de antibióticos. Doenças digestivas não foram relacionadas à ansiedade e estresse pré-natal. Os autores concluíram que esta é a primeira evidência de ligação entre a ansiedade e o estresse maternos no pré-natal e as doenças infantis e uso de antibiótico no início da vida.
>>A Homeopatia e a Acupuntura, em conjunto com a psicoterapia, podem auxiliar a gestante a lidar com a ansiedade de forma segura e eficaz.
Fonte: Pediatrics, Volume 126, Number 2, 2010, Pages 401-409

