Caminho Bioquímico de Analgesia pela Acupuntura

Há muito tempo sabemos que a Acupuntura trata (e muito bem!) a dor, mas como ela faz isso é um mistério. A explicação clássica é a de que as agulhas redistribuem o qi, como os chineses chamam a energia vital, que flui pelos meridianos, tirando o que está em excesso em algum órgão ou região, e levando para onde está em falta. Esta explicação não é suficiente para os modelo biomédico ocidental, e pesquisas têm sido feitas para buscar novas explicações.

Esta semana a revista Nature Neuroscience publicou o resultado de uma pesquisa realizada com ratos geneticamente modificados, que comprova a mobilização de um neurotransmissor chamado Adenosina A1. Ratos modificados geneticamente para serem resistentes à Adenosina sentiam dor ao serem estimulados, mesmo após a inserção de agulhas em áreas próximas ao estímulo. Já os ratos que não forma modificados, portanto continuavam sensíveis à Adenosina, paravam de sentir dor após inserção de agulhas em áreas próximas à do estímulo doloroso. Nos tecidos próximos à inserção das agulhas de acupuntura houve um aumento na concentração de Adenosina, o que levou os cientistas à conclusão de que a Adenosina seria o neurotransmissor envolvido na resposta analgésica que a Acupuntura oferece aos pacientes.

Fonte: Nature Neuroscience

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