Monthly Archives: October 2007

Melancia para Refrescar o Calor

watermelonaquafresca1.jpg

Esta é uma receita fácil, rápida e muito refrescante  para estes dias super quentes.

  • 2 copos de água gelada
  • 2 copos cheios de melancia em pedaços, sem casca e sem caroços
  • 1/2 colher de sopa de suco de lima
  • gelo picado
  • adoçar a gosto, com açúcar ou adoçante (eu não colocaria nada)

Bater num processador ou liqüidificador, e tomar enquanto navega no Saúde Alternativa ou no Tecendo a Própria Vida.

Bom apetite!!!

Feito com Amor

prmio002.jpg

A Elisabete Cunha, do Encanto, me presenteou com um lindo selo que garante que este blog é feito com amor. E é mesmo!!! Muito obrigado, querida amiga! Agora eu escolherei 7 blogs que eu sei que são feitos com amor. Aí vão:

  1. O próprio Encanto, sem sombra de dúvida.
  2. Soluços e Soluções
  3. BlogVisão
  4. Online English
  5. Mulher Aspirina
  6. Infoblog
  7. Tricontando

Desaparecimento de micróbios que habitam o corpo humano causa doenças

>> Isto é exatamente o que os homeopatas estão dizendo há duzentos anos. Não adianta acabar com as bactérias, temos que tornar o nosso corpo imune a elas. E um dado estatístico: nosso corpo abriga mais células de microrganismos do que nossas próprias células, ou seja, somos um habitat complexo que não pode ser restringido apenas pelo DNA das células. É preciso uma nova maneira de entender as doenças para que possamos ter realmente uma melhor saúde.

microbes.jpg

Marília Martins, em O Globo

A crise ambiental da Terra não se restringe à natureza. Também no universo microscópico, dentro do corpo humano, há espécies ameaçadas de extinção por uma dramática e acelerada transformação do meio ambiente, e entre elas estão microrganismos que podem ser essenciais à vida humana. Quem faz o alerta é o pesquisador americano Martin Blaser, chefe do Departamento de Medicina da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês). Em suas pesquisas, ele revela um panorama impressionante da evolução das espécies no universo microscópico e do equilíbrio precário entre o organismo humano e os seres que nele vivem e que são essenciais à Humanidade.

- Se nós extinguíssemos todos os vírus e as bactérias hoje existentes, nós morreríamos também. A espécie humana desapareceria com eles – diz Blaser.

Defesas naturais estão em risco

O estudo de Blaser é muito maior do que um simples recenseamento dos micróbios que habitam o nosso organismo. A hipótese da equipe de pesquisadores do departamento de medicina da universidade é a de que as transformações do meio ambiente microscópico são tão poderosas que espécies inteiras de micróbios estão desaparecendo e, por incrível que pareça, essa não é uma boa notícia para os seres humanos.

Um exemplo é o da bactéria Helycobacter pylori, apontada como uma das causas de úlcera e de câncer de estômago, que se encontra atualmente em acelerado processo de extinção. Esta deveria ser uma ótima notícia para nós, seres humanos, que
temos estômago. Mas não é. Por quê?

- A presença dessa bactéria no organismo fez com que a espécie humana desenvolvesse uma série de antígenos que protegem as camadas interiores do estômago. Esses antígenos são transmitidos de uma geração para outra. Com o desaparecimento da bactéria, porém, estão sumindo também os antígenos. O resultado é que o organismo humano, para defender o estômago, agora mais desprotegido e vulnerável a ataques, tende a antecipar o processo digestivo para o órgão anterior ao estômago, o esôfago. Por isto, vemos hoje que, ao declínio dos casos de câncer de estômago, corresponde um
aumento dos pacientes de doenças do esôfago, inclusive câncer. Com um agravante: o câncer de estômago costuma aparecer em idade avançada, em pacientes acima dos 50 anos. Já as doenças graves de esôfago surgem em qualquer idade, até em crianças – frisa Blaser.

No fim das contas, a extinção de uma bactéria perigosa está levando a uma troca de doenças, que pode ser altamente desvantajosa para a espécie humana, na medida que ataca indivíduos mais jovens. Outra importante mudança no espectro dos microrganismos que hoje são mais perigosos para a espécie humana está relacionada às doenças auto-imunes, cada vez mais comuns, como o diabetes. São doenças em que a autodefesa do organismo falha e agentes externos se valem da fragilidade do sistema imunológico.

Para os pesquisadores da equipe de Blaser, as doenças auto-imunes se tornaram mais comuns por causa da crescente higienização do espaço urbano e do uso indiscriminado de antibióticos, que eliminou boa parte dos agentes infecciosos que atacavam o homem.

- A ociosidade do sistema imunológico pode ter levado à sua maior fragilidade. O resultado deste processo, outra vez, não foi a redução do número de doenças e sim a mudança do espectro de males que assombram a espécie humana – comenta Guillermo Perez-Perez, um dos pesquisadores assistentes da equipe da NYU.

Além de fazer estudos sobre bactérias relacionadas ao processo digestivo como a Helycobacter pylori e a Campylobacter, relacionada com a gastroenterite, a equipe de Blaser se dedica aos microrganismos que atacam a pele. Blaser fez um estudo famoso sobre o risco de contágio pelo Bacillus anthracis, agente da doença infecciosa, que começa na pele, conhecida pelo
nome de antraz. O bacilo foi enviado num envelope para o escritório de um político do Congresso americano, e Blaser foi mobilizado para fazer uma previsão dos riscos de contaminação. O pesquisador chegou a uma fórmula matemática para determinar a velocidade do contágio e mostrou que até cinco mil pessoas poderiam contrair a doença a partir de um único envelope. Isto levou a polícia americana a estabelecer uma série de precauções no tratamento da correspondência do Congresso.

A equipe de Blaser, que tem o ambicioso projeto de mapear as bactérias que habitam o corpo humano, fez uma experiência recente para fazer um primeiro recenseamento de microrganismos encontrados na pele humana. O resultado foi mpressionante: em amostras coletadas numa porção do antebraço de seis indivíduos sadios foram achadas 182 espécies, pertencentes a 91 gêneros e cerca de 8% eram desconhecidas dos cientistas. Alguns meses depois, foram coletadas novas amostras e novas espécies foram descobertas, que não tinham sido registradas anteriormente. Isto mostrou que na pele humana há bactérias residentes e outras que estão ali apenas de passagem.

- Estimamos que há no corpo humano algo entre 3 mil e 10 mil espécies de bactérias como residentes fixas. Em média, um bom zoológico tem entre cem e 200 espécies. Então nós já sabemos que, somente em nosso antebraço, temos a mesma quantidade de espécies bactérias que um bom zôo – diz Blaser.

O primeiro recenseamento limitou-se a indivíduos sadios, mas Blaser acredita que o número pode ser maior no caso de pessoas doentes:

- Nossa hipótese é que vamos descobrir espécies diferentes na pele de pessoas com doenças como psoríase ou eczema. Encontrar bactérias que sirvam de marcadores para determinadas doenças poderia levar à elaboração de métodos de diagnóstico e quem sabe até ao desenvolvimento de novas drogas – avalia o pesquisador.

O que é Terapia Biográfica – 2ª parte

O que é Terapia Biográfica – 1ª parte

Células-Tronco em Cordões umbilicais

13.jpg

A notícia mais importante do dia é uma descoberta científica de geneticistas da Universidade de São Paulo: o cordão-umbilical jogado no lixo na maioria dos partos pode ser a chave para novos tratamentos com células-tronco. Hoje, os ainda poucos hospitais e empresas que oferecem bancos de células-troncos congelam apenas o sangue nos cordões – que pode ser usado só para o tratamento de doenças sangüíneas, como a leucemia. O cordão em si é jogado fora. A pesquisa mostrou que, no entanto, os cordões contêm uma grande quantidade de um tipo de células-tronco chamadas mesenquimais, que podem ajudar na recuperação de ossos, gorduras, cartilagens, músculos e até neurônios. Muitos cientistas esperam um dia aproveitar essas células na recuperação de corações enfartados e na reconstrução de tendões e ossos. Num adulto, esse tipo de célula pode ser obtido apenas por punção da medula óssea, um método invasivo e com possíveis complicações. “O recado fundamental é ‘não jogue fora o cordão’”, diz a geneticista Mayana Zatz, que coordenou a pesquisa. O processo de congelamento do cordão não requer tecnologia avançada e poderia ser praticado em qualquer hospital, diz a cientista. Tanto O Estado quanto a Folha trazem reportagens didáticas sobre a descoberta. A pesquisa completa está na revista científica Stem Cells.

Homeopatia Direito de Todos e o compromisso democrático

360463.jpg

por Hylton Luz*

O mais grave problema de saúde pública em todo o mundo hoje é o custo dos serviços de saúde e esta questão não é nenhuma novidade. Em 1978, a Organização Mundial de Saúde assumiu os termos da Declaração de Alma Ata sobre Cuidados Primários, como uma forma de enfrentar a escalada dos custos da medicina tecnológica para cuidar de doenças.

Dentre os tópicos desta Declaração que prioriza a promoção da saúde destaca-se a recomendação de cuidar da saúde de modo integral, valorizando o sujeito e o seu ambiente de vida, bem como a necessidade dos estados nacionais investirem na inclusão das Medicinas Tradicionais em suas práticas públicas de saúde.

Neste período foram diversas as iniciativas nacionais de promoção de saúde e de priorização da assistência básica, mas com respeito à inclusão da diversidade das práticas de saúde e das Medicinas Tradicionais levou-se 28 anos. Só em 2006 é editada a primeira política pública nacional para o setor. O Brasil, através da Portaria 971 do Ministério da Saúde, estabelece a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que integra a Homeopatia, Acupuntura e Fitoterapia às práticas do SUS.

Esta decisão representa tanto um marco mundial para as políticas públicas de saúde, quanto à consolidação do processo democrático na saúde. Neste último aspecto, destacamos o respeito à liberdade de escolha terapêutico dos cidadãos, bem como o compromisso com mecanismos decisórios que têm origem na participação da sociedade.

É relevante considerar que foram nas sucessivas Conferências Nacionais de Saúde que nasceram os indicativos e as deliberações que legitimaram a proposta ministerial, construída tecnicamente em conjunto as representações de classe dos profissionais homeopatas, acupunturistas e fitoterapêutas.

Ainda neste escopo vale ressaltar como respeito ao trâmite democrático o processo de pactuação deste projeto com todas as instâncias representativas dos executivos da saúde pública, culminando com a sua aprovação no Conselho Nacional de Saúde. Trajetória que não deixa margem a dúvidas sobre a legitimidade desta portaria e da perspectiva de construção dialogada e participativa da sociedade civil.

Também não resta dúvida sobre a natureza democrática da medida, quando se identifica o seu potencial para corrigir uma brutal desigualdade de direitos que afeta a população que depende da assistência pública à saúde.

Hoje, no âmbito da Homeopatia, são 15.000 médicos homeopatas na clínica privada e apenas 514 estão no SUS; dentre os 5536 municípios do país, apenas 157 oferecem homeopatia no SUS. Números que evidenciam que no campo da saúde a maior parte da população vive excluída do fundamental exercício da liberdade de escolha.

No que tange a teoria podemos dizer que o país exemplifica e destaca-se, no entanto, quando analisamos esta portaria com vista a considerar o compromisso entre as palavras e os atos, percebemos qual é a dimensão do nosso anti-exemplo, da nossa capacidade de ser inconseqüentes e legislarmos apenas para “inglês ver”.

No campo técnico, âmbito em que a sociedade civil está apta a participar e contribuir, foram elaboradas as diretrizes e os critérios para corresponder às necessidades que a realidade do país determina. Porém nos aspectos relativos à implementação da iniciativa, caracterizando o compromisso do Estado, seja na definição de suas fontes de recursos, seja no estabelecimento de seus critérios de monitoramento, a omissão é a tônica e a imprecisão a letra da redação.

Como esperar que os gestores municipais de saúde implementem uma iniciativa que é nova, quando é sabida a carência para realizar o que já está em pauta e compromissado.

Neste cenário, a Homeopatia Ação Pelo Semelhante, como organização da sociedade civil comprometida com a garantia do direito de acesso à Homeopatia, está promovendo a Campanha “Homeopatia Direito de Todos”, por meio de um abaixo-assinado que estimula a população a declarar o seu apoio e a cobrar conseqüências no texto ministerial. Com isso, busca precisão e especificidade nos eixos essenciais à implementação da medida proposta, solicitando definição das fontes de recursos e a declaração dos parâmetros de monitoramento, para que a sociedade possa acompanhar com transparência a instituição dessa política pública

Entendemos que esta coleta de assinaturas também contribui para indiciar a demanda por assistência médica homeopática nos diversos locais do país; divulgar a política para a sociedade e estimular a participação da população; desenvolver uma rede de articulação para que os interessados se organizem em torno daquilo que lhes diz respeito e atenda a suas necessidades e, por fim, fomentar o controle social desta política pública.

Concluímos, pedindo que os leitores apóiem esta medida pelo que representa como consolidação democrática e assinem o abaixo-assinado eletrônico no site www.semelhante.org.br

* Hylton Sarcinelli Luz, médico homeopata, presidente e fundador da ONG Homeopatia Ação Pelo Semelhante, que trabalha pela democratização do acesso à Homeopatia.

ia.

Estudo defende estilo de vida sadio para evitar doenças cardiovasculares

isgemtz32231007201616photo00.jpg

NOVA ORLEANS, EUA (AFP) – Os riscos concretos de desenvolver uma doença cardiovascular são praticamente eliminados com um estilo de vida sadio incluindo um regime rico em fibras e ácidos graxos, exercícios, um café-da-manhã regular e um peso estável, segundo estudo japonês divulgado nesta terça-feira.
Apresentado durante a Conferência anual sobre a obesidade em Nova Orleans (sul dos EUA), o estudo foi realizado com 1.909 homens japoneses num período de três anos e consistiu em observar a ocorrência da “síndrome metabólica”, uma conjunção de vários sintomas que podem levar a doenças cardiovasculares.Os sintomas são pressão arterial elevada, assim como uma taxa também elevada de triglicerídios, uma taxa baixa de bom colesterol, glicemia e obesidade abdominal. Pelo menos três desses sintomas associados constituem a “síndrome metabólica”.

O estudo do médico Hiroshi Yatsuya, da universidade de Nagoya, no Japão, mostrou que um regime e um estilo de vida sadios podem reduzir os riscos de apresentar uma síndrome metabólica de 71% a 92%.

“Se todos tivessem esse estilo de vida, 84% das síndromes metabólicas e da probabilidade de desenvolver uma doença cardiovascular poderiam ser evitados”, afirmou Hiroshi Yatsuya.

O estilo de vida que ele considera “ideal” inclui seis elementos: o regime alimentar, a maneira de comer, a atividade física três vezes por semana, o corte de álcool e de cigarros e a manutenção de um peso estável.

O regime alimentar deve ser rico em fibras, em ácidos graxos e ômega-3. Os bons costumes alimentares incluem tomar um bom café-da-manhã, nunca comer demais e evitar a comida muito salgada.

“É um estilo de vida difícil de manter, mas é totalmente possível”, comentou o cientista à AFP.

Privação do sono realça experiências negativas, diz estudo

tn_insomnia.jpg

da Efe, em Washington

Quando uma pessoa não dorme o suficiente, os centros emocionais do cérebro reagem excessivamente às experiências negativas, de acordo com um estudo do Laboratório de Sono e Neuroimagem da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

A pesquisa, publicada na revista “Current Biology”, mostra as provas do vínculo entre a perda ou privação do sono e os transtornos psiquiátricos.

A perda do sono leva a uma conduta emocionalmente irracional, segundo os pesquisadores. Por meio de imagens de ressonância magnética funcionais, eles analisaram o que ocorre nas áreas emocionais do cérebro quando as pessoas não dormem o suficiente para obter um bom descanso.

“O estudo soma elementos para uma lista de benefícios do sono”, afirma Matthew Walker, que dirigiu o experimento.

“O sono parece restaurar nossos circuitos emocionais no cérebro, e ao fazê-lo, nos prepara para os desafios do dia seguinte e para as interações sociais”, acrescentou. “O mais importante desse estudo é que mostra os perigos de não dormir o suficiente”.

Walker afirma também que a privação do sono destrói mecanismos que regulam aspectos-chave da saúde mental.

“O ponto básico é o de que o sono não é um luxo. É uma necessidade biológica e sem ele o indivíduo pode sofrer conseqüências cognitivas e emocionais”.

Técnica

Os pesquisadores dividiram, ao acaso, 26 pessoas saudáveis em dois grupos: um que dormiu normalmente, e outro em que os participantes foram mantidos acordados por cerca de 35 horas.

No dia seguinte, imagens dos cérebros dos participantes foram analisadas. As imagens mediam a atividade das diferentes áreas do cérebro com base no fluxo sangüíneo enquanto eles observavam uma centena de imagens.

As imagens utilizadas foram, inicialmente, neutras, de um ponto de vista emocional, mas gradualmente tornaram-se desagradáveis.

Reação

“Havíamos previsto um aumento potencial das reações emocionais do cérebro [nas pessoas privadas de sono], mas a magnitude do aumento nos surpreendeu”, comentou o cientista.

Os centros emocionais do cérebro tiveram cerca de 60% mais reações no grupo privado de sono que nos participantes que tinham dormido normalmente.

“É quase como se, com a falta de sono, o cérebro ficasse com uma atividade mais primitiva, com menos capacidade de colocar as experiências emocionais dentro de um contexto e de produzir respostas apropriadas”, acrescentou o pesquisador.

Feira Orgânica em Nova Friburgo

organico.jpg

Caros amigos:
Somos produtores orgânicos da região serrana ( Friburgo, Sumidouro, Bom Jardim e Duas Barras) e iniciamos um projeto de estar junto aos consumidores.
Para isso, criamos uma feira, aos sábados, de 7h às 12 horas, no Cônego, Nova Friburgo, numa parceria com o GPH, que cedeu o espaço.
Você, que valoriza a sua saúde, o meio ambiente e o agricultor familiar, aquele que produz sem destruir, sem causar queimadas e aumentar o aquecimento global, pode ajudar muito neste trabalho: Venha consumir legumes, verduras, frutas, doces, café e muitos outros ítens que são produzidos dentro das normas de certificação da ABIO.
Divulgue, fale com seus amigos para que venham ver e conversar direto com os produtores, sem intermediário e levar para casa saúde em forma de alimento.
Se vc mora fora de Friburgo mas tem amigos aqui, não deixe de avisá-los.

Estaremos aguardando a presença e o apoio de todos.
PRODUTORES ORGÂNICOS DA SERRA

Evite o Primeiro Atrito

logo_oficial.gif

(Artigo escrito por Walter Medeiros, jornalista em Natal, RN, Veiculado no Natal RN Sites – www.rnsites.com.br em 20.10.2007)

 A freqüência com que o assunto alcoolismo vem surgindo na imprensa, rádio e televisão faz um esboço desse problema que afeta toda a sociedade, pois queiram ou não, todos os cidadãos findam fazendo parte desse quadro, sempre como vítimas. O alcoolismo foi declarado doença pela Organização Mundial de Saúde em 1967 e afeta tanto as pessoas que bebem como suas famílias, que adoecem junto; os empregadores e o poder público, que desembolsa boa parte dos seus gastos para enfrentar problemas decorrentes do consumo de bebida. As conseqüência do alcoolismo terminam sempre nos hospitais, delegacias de polícia, corpos de bombeiros, juizados das mais diversas causas, penitenciárias, cemitérios e uma lista imensa de outros lugares.
Há 72 anos uma entidade vem cuidando de alcoólatras no mundo inteiro e está até na Internet, onde encontramos o site Alcoólicos Anônimos, que divulga inclusive um lema interessante: “Evite o primeiro gole”. Conhecida popularmente como A.A., a entidade funciona desde que dois alcoólatras descobriram que podiam manter-se sóbrios compartilhando seus problemas entre si. Mas juntamente com aquela entidade desenvolveu-se também no mundo inteiro uma organização chamada Al-Anon, que cuida de familiares e amigos de alcoólatras, adota os mesmos princípios de Alcoólicos Anônimos (adaptados) e adaptou também esse lema, para recomendar: “Evite o primeiro atrito”.

selo.jpgÉ sobre esse “primeiro atrito” que desejo falar, considerando algumas informações importantes que tive a oportunidade de colher em evento promovido por aquela entidade, ao qual tive a sorte de comparecer na qualidade de profissional interessado no assunto. Ao evitar o primeiro atrito, os familiares fazem com que muitos problemas sejam evitados também, pois sempre que existe um confronto com um alcoólatra – embriagado ou não – as conseqüências podem ser drásticas.
Segundo uma palestrante – que não se pode identificar para manter seu anonimato seguindo os princípios da entidade – “Al-Anon surgiu da mesma ‘necessidade’ de AA. A necessidade de ‘dialogar’, de uma pessoa entender a outra, falarem a mesma linguagem, trocarem as experiências vividas com seus entes queridos doentes, que tanto lutavam para largar a bebida e não conseguiam. Não custou muito para que as esposas dos alcoólatras descobrissem que o estado em que se encontravam era resultado do convívio sob o domínio do álcool, quando seus familiares e amigos se tornavam pessoas também doentes, de uma doença emocional. A troca de experiências mostrava o caminho a seguir.” Como o alcoolismo é considerado uma doença reflexiva – pois todos do convívio do alcoólico adoecem juntos – torna-se dificílimo compreender uma vida tão atribulada, onde o senhor de tudo é o álcool, que impera, manda e comanda a vida do alcoólico e conturba toda a família, pondo de água abaixo todos os planos feitos anteriormente. Até que o familiar tome conhecimento de que o alcoólico é portador de uma doença, aceite, compreenda e se trate junto, leva muito tempo e requer sacrifício de ambas as partes, explica a representante dos familiares.
O Al-Anon no Rio Grande do Norte completou trinta anos de formação em 2007. Desde que surgiu, os seus membros procuram mostrar que quando um familiar ou amigo de alcoólatra evita o primeiro atrito, está contribuindo para a recuperação, na medida em que evita um descontrole emocional de ambos. Al-Anon mostra que qualquer assunto ou problema surgido pode e deve ser tratado somente depois que os ânimos estiverem acalmados, noutro dia, noutra hora. Falam em “recuperação” e não em “cura”, porque o alcoolismo não tem cura; pelo menos até agora não foi descoberta.
A importância das esposas de alcoólatras freqüentarem o Al-Anon está na recuperação delas próprias. A palestrante esclareceu que à medida que elas freqüentam, tomam conhecimento de que seus familiares são uns doentes, descobrem que adoeceram emocionalmente durante esse mesmo tempo e trazem consigo as seqüelas do sofrimento daquele convívio. Passam a trabalhar os sentimentos negativos, tão fortes, tão vivos, tão bem guardados e conservados – de raiva, ressentimento, angústia, negação, rancor, auto piedade. Isso só acontece numa sala de Al-Anon, onde o foco do tratamento é o familiar e não o alcoólico, garante ela. Uma mudança de atitude do familiar, esteja o alcoólico bebendo ou não, muda o clima e a convivência se torna mais amena, acrescenta. Por fim, ela informa o telefone da sua entidade em Natal: (84) 32010889.

Atividade física melhora qualidade de vida em mulheres com fibromialgia

sapatilha_tai_chi_chuan.jpg

Maria Vianna, especial para O Globo Online
RIO – Um estudo realizado na Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo comprovou que
uma rotina de exercícios físicos ajuda a elevar a qualidade de vida em mulheres com fibromialgia. A doença, que atinge quatro milhões de brasileiras, é caracterizada por
dores no corpo, fadiga incapacitante e distúrbios de sono.
As pacientes que participaram da pesquisa da USP tinham em média 46 anos, e durante o programa não puderam tomar nenhum tipo de medicamento. As mulheres foram
submetidas a testes periódicos de esforço cardiopulmonar, avaliação da dor pela escala analógica visual e por dolorimetria, aparelho que mede a intensidade da dor.
- Houve uma piora da dor nos três primeiros meses, mas após esse período a recuperação foi significativa, com melhora da
capacidade funcional e da qualidade de vida. Já sabíamos que o condicionamento físico é benéfico para pacientes com
fibromialgia, mas não havia um estudo que definia como deveria ser a freqüência, intensidade e duração ideal dos treinos
- destaca a cardiologista Lívia Maria dos Santos Sabbag, uma das coordenadoras do estudo.
Segundo o estudo, o ideal é praticar exercícios como caminhada, bicicleta ou natação durante uma hora, três vezes por
semana, por no mínimo seis meses. A médica sugere o acompanhamento de um fisioterapeuta ou profissional de educação
física que conheça o assunto, já que a dor pode ser difícil de suportar no início.
A fibromialgia acontece na proporção de 20 mulheres para cada homem e está associada a baixos níveis de serotonina no
organismo. A doença pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais comum em pessoas com idades entre 40 e 60
anos. Alguns médicos acreditam que a fibromialgia predomina em mulheres com um grau elevado de ansiedade e
perfeccionismo. Tensão e estresse prolongado podem incentivar o aparecimento da doença. Embora sem cura, os sintomas
podem ser controlados com medicamentos, acupuntura, massagens, psicoterapia e mudanças no estilo de vida.

Hiperatividade ou falta de limites?

momrowdyboys.jpg

Eu fui convidado para fazer uma palestra na escola em que minha filha mais nova estuda sobre Hiperatividade, na reunião de pais bimestral. Ontem estava organizando as idéias e achei interessante postar aqui.

Em primeiro lugar, uma classificação: existem crianças levadas, crianças hiperativas e crianças sem limites. As levadas dão a impressão de não estarem se concentrando em nada mas, quando colocadas diante de alguma atividade que lhes interesse, dedicam-se inteiramente a ela. As crianças hiperativas realmente não se concentram, mesmo quando é algo que lhes interesse muito. Elas simplesmente não conseguem se concentrar! As crianças sem limites concentram-se, mas dificilmente elas têm interesse que não seja superficial, porque geralmente elas ganham tudo que querem, mesmo que remotamente. Então o interesse salta de uma coisa para outra o tempo todo. Um exemplo é uma criança que queria e ganhava tudo relativo ao RBD (Rebelde, para quem não conhece) e agora já deixa tudo que ganhou para trás (CD, DVD, roupas, álbuns de figurinhas, revistas, álbuns de fotos, etc) porque “precisa” ter tudo do High School Musical.

Classificadas assim, vamos falar sobre a Hiperatividade. Na década de 1970 era chamada Disfunção Cerebral Mínima, porque acreditava-se que algum problema, provavelmente no parto, causava uma baixa oxigenação do cérebro, provocando a hiperatividade. Hoje o nome oficial é DDAH, Distúrbio do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Em seu aspecto biológico, está ligada ao metabolismo da dopamina, um neurotransmissor. Os neurônios onde a dopamina atua estão ligados à sensação de prazer, de saciedade, e quando desregulados nada sacia a pessoa, nada causa um prazer profundo. Isto gera uma inquietação constante, pode levar a compulsões na criança e no adulto. Estudos sugerem que este é o fator biológico envolvido nas dependências, como o alcoolismo, dependência de drogas, compulsões alimentares, compulsões sexuais, oneomania (tem um outro artigo neste blog sobre isto), etc. A deficiência de dopamina gera uma baixa capacidade de atenção e concentração. A criança não consegue fixar sua atenção por muito tempo. Isto explica o baixo desempenho escolar, principalmente em matérias em que é preciso ler muito, como história, geografia. Muitas vezes elas são ótimas em matemática, porque o raciocínio é muito rápido, mas se os problemas apresentados tiverem um enunciado a ser interpretado já dificulta. Bem, sem capacidade de fixar a atenção, tudo pode dispersar a criança, até uma mosca que passa. Ela não tem controle sobre a esfera do pensamento, que flutua muito mais rápido do que normalmente ele já o faz. Ela também não tem controle sobre os sentimentos, não conseguindo conter reações emocionais, alternando rapidamente momentos de extremo carinho, simpatia, amorosidade, com momentos de agressividade verbal e física. E também não têm controle sobre a esfera do agir, apresentando uma impulsividade e uma compulsão muito grande ao movimento, elas não conseguem ficar paradas, não conseguem fazer nada até o fim, brincam com três ou quatro brinquedos ao mesmo tempo.

Na Antroposofia falamos que o Eu (Interior) organiza e controla o Pensar, o Sentir e o Agir. Ora, a criança hiperativa não tem nenhum controel sobre estas três esferas, demonstrando que seu Eu não tem esta capacidade de integração. Ela precisa aprender a controlar estes três. E o principal meio para isto é educacional. Até a adolescência, a principal influência sobre a criança são seus pais, o modelo que eles oferecem, e é este modelo que vai influenciar sua vida adulta. Logo em seguida, vem a influência dos professores. Tanto os pais quanto os professores devem saber controlar seu pensar, seu sentir e seu agir, para servirem de modelo para as crianças. Um outro fator importante para que o Eu conquiste o comportamento é o ritmo, a criança precisa de ritmo, de uma rotina. Ter hora para comer, para dormir, para tomar banho, para ir à escola, para assistir TV, para jogar videogame, para entrar na internet. Eu vejo pais de crianças de 10 anos reclamando que o filho passa a noite inteira no computador, e fico me perguntando: onde estão os pais numa hora dessas?

Aí eu acho que entra um fator que agrava a criança hiperativa e cria a criança sem limites. Hoje em dia, ambos os pais trabalham fora geralmente, e muitas horas. Muitos pais, principalmente as mães, sentem-se muito culpadas por estarem longe do filho a maior parte do tempo e, por outro lado, chegam em casa super cansados, querendo um tempo para si, oq ue aumenta ainda mais a culpa. Assim, certas “babás eletrônicas” como o computador, a televisão e o videogame caem como uma luva. A criança se diverte sozinha e os pais podem descansar. Infelizmente estas “babás” amplificam o problema, causando uma excitação ainda maior, embora sejam as poucas coisas que conseguem atrair a atenção de uma criança hiperativa, porque as circunstâncias de um videogame, por exemplo, mudam constantemente, seguindo o ritmo de uma criança hiperativa. A culpa faz com que os pais presenteiem demais os filhos, e o excesso de brinquedos dispersa ainda mais a criança hiperativa, e cria dispersão na criança sem limites, porque ela não se envolve profundamente com nada, porque tudo é passageiro e amanhã ela já ganhará outro “melhor brinquedo do mundo”. A criança consegue perceber a culpa dos pais e pode manipulá-los até deste sentimento. Muito melhor seria brincar junto com a criança, contar histórias para ela, ouvir as histórias dela, participar da vida dela.

Aqui chegamos a um outro ponto: a imagem da criança. Até o início do século 20 não existia a palavra criança como um ser que tem suas especificidades, mas a criança era vista como uma miniatura do adulto. A sociedade ainda resiste a esta mudança de paradigma, haja visto tantos pais tentarem transformar seus filhos em miniadultos, através de roupas, certos brinquedos, hábitos. Uma outra direção é achar que a criança é um ser angelical, sem qualquer maldade. Parece que esquecemos de nossa infância e da crueldade de que as crianças são capazes. As crianças são diferentes dos adultos, mas ainda são humanas, noq ue isso tem de bom ou de ruim. E as crianças têm uma capacidade muito grande de perceber o que seus pais estão sentindo, e a culpa dos pais fica muito evidente nestas situações de não colocar limites ou de presentear excessivamente. E a criança vai usar isto a seu “favor”. Um desfavor a isto é a “psicologização” exagerada que se vê por aí. Crianças que falam de si usando termos médicos e psicológicos mostra que alguma coisa está errada no relacionamento entre ela e seus pais, que não têm mais acesso direto um ao outro, mas mediado por médicos e psicólogos. Eu conheço uma criança que, muito nova, usava sempre a expressão “Eu me sinto insegura” para justificar tudo que ela não queria participar, tudo que ela não queria fazer. As crianças sem limite só precisam de limites claros e objetivos, afinal elas também fazem parte da sociedade e precisam integrar-se a ela.

Além do modelo dos pais, a Pedagogia Curativa ajuda muito as crianças hiperativas. O tratamento medicamentoso alopático é feito principalmente com anfetaminas, como a famosa Ritalina (Metilfenidato), que atua sobre as vias de neurônios que usam dopamina. A atenção é aumentada, e a inquietação conseqüentemente diminui. Tem vários efeitos colaterais a curto e médio prazo. A Homeopatia oferece resultados muito bons nestes casos, e os remédios são muito bem tolerados pelo organismo da criança. Por basear-se na semelhança entre o que um remédio provoca numa pessoa saudável e os sintomas que uma pessoa doente apresenta, a escolha do remédio homeopático é feita através de consulta médica em que os sintomas são detalhados, formando uma imagem bem ampla e precisa do problema do paciente. Com a homeopatia, muitas crianças conseguem melhorar a integração das esferas do Pensamento, Sentimento e Ação, controlando seu comportamento e conseguindo melhora tanto no aprendizado, quanto no relacionamento com os colegas, professores, e familiares e, principalmente, reduzindo a frustração que é um sentimento muito presente nas crianças hiperativas, juntamente com a baixa auto-estima. Assim nossas crianças podem ser mais integradas e felizes!

Marcelo Guerra

Homeopatia e Fibromialgia

frida-01.jpg

A Homeopatia é uma das modalidades de tratamento mais eficazes no tratamento da Fibromialgia, e seu efeito é muito aumentado quando associada à Acupuntura. Na maioria dos casos de Fibromialgia há uma história de traumas e sofrimentos emocionais persistentes, e muitos autores consideram esta doença uma parte de uma doença maior, a Depressão. Assim, a Homeopatia agiria exatamente sobre a causa, que é a Depressão, reduzindo os sintomas e melhorando o humor, trazendo bem estar para o paciente. A Fitoterapia, tratamento com plantas medicinais, também tem mostrado eficácia, tendo algumas plantas atingido grande sucesso, como a erva-baleeira, embora precisem de mais estudos para comprovar sua eficácia.

www.saudealternativa.org

 

Este é o presente que me dei: domínio do nome Saúde Alternativa e Terapia Biográfica. Agora meus blogs podem ser acessados pelos links:

www.saudealternativa.org

www.terapiabiografica.com.br

Além disso, mudei o visual aqui, espero que gostem. Por favor, atualizem o endereço nos seus favoritos. Meu e-mail passa a ser marceloguerra@saudealternativa.org

Um grande abraço para todos os leitores e amigos do Saúde Alternativa! Agora, vou aproveitar o feriado e meu aniversário!

Aproveitando, lemro que faltam só 15 dias para o início do curso Tecendo o Fio do Destino, portanto quem tiver interesse, inscreva-se já para ter a previsão exata do número de participantes para poder organizar o local e a comida.

Nossa Senhora Aparecida

blogvisao.org/wp-content/uploads/2007/10/nsaparecida-thumb.jpg" />

12 de outubro é dia de Nossa Senhora Aparecida (a quem eu sempre recorro nas horas de sufoco) e meu aniversário. No Blogvisão achei este artigo muito interessante sobre a história de Nossa Senhora Aparecida. Hoje me presentearei, já estou quase conseguindo. No próximo post eu conto.

Crianças e consumo, uma relação delicada

barbie-prinzessin-anneliese.jpg

Fonte: Instituto Akatu

O Dia das Crianças está chegando e os pais se preparam para satisfazer os sonhos e desejos de seus filhos – pequenos consumidores cada vez mais exigentes.  Motivados pela propaganda e pelo exemplo do comportamento dos adultos, as crianças aguardam ansiosamente o dia 12 de outubro e os presentes que esperam ganhar. A oferta nunca foi tão grande e as crianças e jovens nunca foram tão bem informados quanto aos novos lançamentos e tendências da indústria de brinquedos, roupas, tênis e afins.

O mercado de produtos infanto-juvenis não pára de crescer, acompanhando e estimulando o aumento do poder dos filhos para influenciar os pais na hora da compra. Segundo o último censo do IBGE, 28% do total da população brasileira têm menos de 14 anos. São 35 milhões de crianças até dez anos de idade (22% da população), alimentando um mercado que já movimenta cerca de 50 bilhões de reais, segundo informações do Instituto Alana, de São Paulo.

Para manter os consumidores mirins bem informado sobre as ofertas do mercado, só em 2006 foram investidos 209,7 milhões de reais publicidade de produtos infantis no Brasil. De acordo com a pesquisa IBGE – InterScience, 2003, as crianças influenciam 80% das compras totais, em casa. E a quantidade de propaganda na TV parece ter tudo a ver com isso. “O consumo nesta fase da vida, até os 12 anos de idade, é estimulado em primeiro lugar pela publicidade na televisão, seguido pelo uso de personagens famosos que fazem parte do imaginário infantil e pela embalagem dos produtos”, descreve Isabela Henriques, advogada e coordenadora do projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana.

A propaganda surte efeito também porque a presença da televisão no cotidiano das crianças brasileiras é muito grande. De acordo com os dados do Painel Nacional de Televisão do Ibope, as crianças brasileiras de 4 a 11 anos assistiram quase 5 horas de televisão (4h51min19s) por dia em 2005, número que colocou o Brasil em primeiro lugar na quantidade de tempo que as crianças ficam diante do aparelho no mundo, batendo até mesmo os Estados Unidos.

Bombardeadas pela oferta de produtos nos intervalos comerciais dos seus programas televisivos prediletos, bem como nas demais mídias a que estão expostos, os pequenos consumidores passam a orientar e, muitas vezes, decidir as compras da família – e não apenas em datas especiais. Para se ter uma idéia da abrangência do tema no mundo, países como Suécia e Noruega e a província canadense do Quebec proíbem completamente a publicidade voltada à criança e a Grécia veta o anúncio de brinquedos, ainda que seja veiculado em programas adultos.

“Um estudo realizado no Reino Unido mostrou que as crianças britânicas de 10 anos conhecem de 300 a 400 marcas famosas, mais de 20 vezes o número de espécies de aves de que sabem o nome”, exemplifica Isabela.

Corroborando a tese, um estudo realizado pela TNS, empresa britânica especializada em pesquisas de mercado, em cinco países latino-americanos – Argentina, Brasil, Chile, Guatemala e México – entre julho e agosto deste ano, apontou que 71% das mães brasileiras confessaram estar dispostas a pagar mais pelas marcas que seus filhos preferem, principalmente no supermercado.  A maioria das mães ouvidas na pesquisa geral (82%) disseram que seus filhos estão fortemente envolvidos na escolha de bolachas e chocolates e 61% das mães decidem a compra de bebidas e sucos de acordo com a preferência dos filhos, por exemplo. Com escolhas baseadas mais nos comercias que nos preços e na qualidade dos produtos, os pedidos feitos pelas crianças têm impacto certeiro no bolso de suas famílias.

De acordo com o Instituto Alana, as crianças entre 2 e 7 anos assistem em média 12 propagandas de alimentos por dia, enquanto crianças entre 8 e 12 anos assistem até a 21 comerciais. Do total, cerca de 50% das propagandas vistas na televisão pelas crianças são de alimentos, sendo 34% de guloseimas e salgadinhos, 28% de cereais, 10% de fast food, 1% de sucos de fruta e nenhuma de frutas e legumes.

Na infância, somos suscetíveis à fantasia e aos apelos ao imaginário da propaganda, sem conseguir diferenciar de forma efetiva o que é real da imaginação. “O artigo 36 do código de Defesa do Consumidor diz que a publicidade deve ser facilmente percebida como tal por quem a assiste e a criança só consegue distinguir a publicidade da programação após os 10 anos de idade, de modo geral” explica a Isabela.

Além disso, de acordo com a coordenação do Projeto Criança e Consumo, as crianças de até 6 anos não possuem a representação simbólica necessária para o entendimento do valor do dinheiro, isto é, não conseguem ainda saber se algo é caro ou barato, pois a sua capacidade de entender os símbolos está em formação. Nessa idade também não conseguem perceber o caráter persuasivo dos anúncios, que tem como finalidade última vender um produto ou um serviço. Por isso, os pais precisam ficar atentos e ajudar seus filhos a decifrar as mensagens publicitárias e decidir as compras em conjunto. “Crianças que crescem com valores materialistas serão adultos consumistas, no futuro”, define a coordenadora do Instituto Alana.
O comportamento consumista, que começa quando a pessoa valoriza mais o “ter” do que o “ser”, além de prejudicar as finanças da família no presente, com os gastos excessivos e a preocupação com as marcas famosas, compromete a sustentabilidade da vida humana no planeta, no futuro. Atualmente, mesmo com metade da humanidade situada abaixo da linha de pobreza, já se consome 25% a mais do que a Terra consegue renovar. Se a população do mundo passasse a consumir como os habitantes dos países desenvolvidos, mais três planetas iguais ao nosso não seriam suficientes para garantir os recursos naturais, produtos e serviços básicos como água, energia e alimentos para todo mundo.

Então, o que fazer para ajudar as crianças a entender o significado de suas compras e a importância de consumir com consciência? Isabela Henriques dá algumas dicas, tais como não colocar a televisão no quarto de crianças pequenas e limitar o tempo que os filhos passam expostos aos meios de comunicação, não somente à televisão, mas também ao computador e até mesmo ao rádio.

Apesar da influência dos meios de comunicação, os pais e responsáveis desempenham papel importante para que seus filhos estabeleçam desde cedo hábitos saudáveis de consumo. Um primeiro passo é avaliar as próprias atitudes e comportamentos, já que as crianças costumam seguir o exemplo dos adultos com quem convivem. “Aquela mãe que fica chateada e corre para o shopping para fazer compras está passando a mensagem errada para os filhos”, exemplifica Isabela.

Conversar sobre as propagandas e produtos que interessam às crianças e assistir com elas aos seus programas preferidos também é uma maneira positiva de lidar com a questão. Assim os pequenos podem discutir os temas que aparecem na TV enquanto passam mais tempo com os pais. Outra dica é realizar, junto com os filhos, atividades que não incluam a televisão, como ler histórias, brincar, ouvir música, cozinhar etc. e ir às compras somente quando for mesmo necessário. É preciso ensiná-las a não depender exclusivamente de brinquedos e de produtos industrializados para se divertirem e sentirem-se bem.

Doar roupas, móveis e brinquedos usados desestimula, nas crianças, o apego excessivo aos bens materiais. Nesse caso é importante que os pequenos participem do processo, ajudando os pais a escolher quais as peças serão doadas. Os pais podem argumentar, mas a decisão deve vir dos filhos.

Aproveitar as datas comemorativas, como o Dia das Crianças que se aproxima, para renovar o significado das celebrações é também outra forma de ensinar a garotada a se relacionar de uma forma mais tranqüila e menos ansiosa com o ato da compra.

Segundo anuncia o Programa de Administração do Varejo, da Fundação Instituto de Administração (Provar-FIA), os preços dos brinquedos devem permanecer altos nas semanas que antecedem o Dia das Crianças. Negociar o presente e complementá-lo com a realização de atividades lúdicas, na companhia dos pais, pode ser uma opção saudável, educativa, afetivamente positiva e financeiramente atraente.

Saber a hora certa de dizer “não” é fundamental para ajudar as crianças a desenvolver hábitos saudáveis de consumo, estabelecendo limites claros para os filhos.
Discutir abertamente com as crianças sobre o que podem ou não comprar e o porquê da decisão, abrindo espaço para o diálogo, é uma maneira de, educá-las e prepará-las para fazerem suas próprias escolhas. São os “combinados”, que as crianças tendem a entender, respeitar e até gostar (por incrível que pareça!).

Tecendo o Fio do Destino – O Curso

FALTAM APENAS 18 DIAS PARA O INÍCIO DO CURSO!

Tecendo o Fio do Destino

 

Destino?

Agulha no palheiro

onde o homem se procura

O tempo inteiro”

Lindolfo Bell

 

Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas comunidades em que vivemos.

Este curso tem o objetivo de buscar o fio do destino de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e arte, como aquarela, modelagem em argila, tear, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.

Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.

 

O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e será realizado no Centro Educacional Crescer, localizado à Rua Euclides da Cunha, perto da Padaria Sans Souci, nas Braunes, em Nova Friburgo. O primeiro encontro será em 27 de outubro de 2007, de 8:30h às 17h. O almoço será realizado no próprio local. O investimento para cada módulo será de R$80,00 (já incluído o material e a alimentação). As vagas são limitadas e as inscrições são feitas na Botica Brasil do Centro ou Conselheiro Paulino. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 9254-4866 ou pelo e-mail marceloguerra@gmail.com

 

Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga? (Leonardo Boff)

Martin Luther King – Eu Tenho um Sonho

A questão do preconceito racial chamou muito a atenção dos leitores deste blog. Por isso, resolvi postar o discurso de Martin Luther King em que ele fala sobre a igualdade entre os homens. Aí em cima, o vídeo e, abaixo, a íntegra do texto. Como é importante ter sonhos e lutar por eles!

 

EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

“Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.

Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.
Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre.
Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.
Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.

De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com “fundos insuficientes”.

Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.

Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.
Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia.
Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.
Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, “Quando vocês estarão satisfeitos?”

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.

Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença – nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

“Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos,

De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!”

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.

Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.

Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.

Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

“Livre afinal, livre afinal.

Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal.”

 

 

Apresentação de Euritmia em Niterói

euritmia.com.br/terranova/Terra%20brasilia%20Preto%20e%20Branco.jpg" height="252" width="400" />

Grupo Terranova Euritmia

apresenta

VEREDAS

 

Espetáculo de dança, com música ao vivo, baseado em poesias e músicas eruditas brasileiras

Apresentação dia 28 de Outubro

no Teatro Popular Oscar Niemeyer – Niterói (ao lado das Barcas)

O espetáculo de dança VEREDAS é o resultado do projeto TERRANOVA EURITMIA que busca através da arte e do conhecimento uma forte vivência de coerência, nobreza, leveza e esperança; motivando e levando estímulo às comunidades e ao público em geral. O grupo, que também irá apresentar o espetáculo infantil LUZ BALÃO, está sob a orientação da coreógrafa e euritmista Marília Barreto e é composto por 14 jovens artistas com idade entre 18 e 21 anos.

A Euritmia é uma nova forma de arte cênica que pesquisa o movimento intrínseco da linguagem poética e da música, como ele se configura no fluxo da fala e no desenvolvimento dos sons, com todos os seus matizes de sentimento, e a transposição desse movimento sutil para o gesto coreográfico ampliado, como uma escultura musical.

Esse elemento artístico-plástico da fala e da música é traduzido para o espaço cênico através de coreografias, complementadas pelas cores de indumentárias esvoaçantes e pela iluminação.

Simultaneamente com recitação ou música ao vivo, a Euritmia dança, assim, o desenvolvimento dos sons de poesias e músicas, em toda sua complexidade. Após estréia em São Paulo, o Grupo fará uma turnê internacional, percorrendo países como Alemanha, Suíça e Bélgica.

TERRANOVA é muito mais que um espetáculo. É a proposta de um caminho de pesquisa interna da fonte vital de criação inerente à essência do ser humano, como a Euritmia é capaz de revelar.

Serviço

Veredas e Luz Balão

Espetáculos de Dança

Direção Artística : Marília Barreto

Direção Musical : Arthur Ceratti

Direção de Produção e Iluminação: Magna Valenti

Celistas convidados : Vana Bock e Alberto Kanji

Data : 28 de outubro de 2007

Horário: Luz Balão às 16h e Veredas às 18h

Local : Teatro Popular Oscar Niemeyer

End.: Caminho Niemeyer – Niterói (ao lado das Barcas)

Duração: 60 min. VEREDAS 30 min. LUZ BALÃO

Ingressos: R$ 10,00

Estudantes e terceira idade : R$ 5,00

Idade recomendada : livre

 

FICHA TÉCNICA

Coordenação Geral e Direção Artística: Marília Barreto

Formada em Euritmia pela Escola Superior de Euritmia em Haia, Holanda. Pós-graduação pela PUC-SP em Comunicação e Semiótica com a pesquisa “Da palavra à poética do movimento”. Desde 1988 é professora de Euritmia na Escola Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo. Responsável pela formação de euritmistas na área pedagógica, que atuam em todo o Brasil. Membro fundador do Grupo de Euritmia de São Paulo, onde atuou por 13 anos, realizando turnês pelo Brasil, EUA e diversos países da Europa. Fundadora do Grupo Terra Brasilis em 2003, atualmente em seu quarto ano de produção artística com a Euritmia. Idealizadora e docente no curso TERRANOVA EURITMIA – um curso de orientação para jovens, onde também atua como coreógrafa de seus espetáculos. Participação em congressos e eventos da área artística, pedagógica e médica, com principal foco na educação da juventude e na profilaxia de problemas sociais, emocionais e médicos através do trabalho com a dança eurítmica.

Coordenação e Assessoria Pedagógica: Professor Doutor Wilhelm Kenzler

Médico formado pela USP. Especialista em gastroenterologia e Doutor em Medicina pela Universidade de Erlangen-Alemanha; formação em psicanálise e em Medicina Antroposófica. Ex-professor de medicina psicossomática no Instituto “Sedes Sapientiae” na PUC; ex-professor de pós-graduação em medicina psicossomática IBEPEGE (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas em Gastroenterologia); professor fundador e titular de psicologia médica, medicina psicossomática e psiquiatra da Faculdade de Medicina de Santo Amaro – UNISA. Trabalha em consultório próprio, participa de congressos, ministra palestras e cursos avulsos – atualmente ministra um curso sobre “Saúde e Espiritualidade”.

Coordenação de Projetos, Direção de Produção e Iluminação: Magna Valenti

Atriz, produtora e iluminadora, formada pela Escola Waldorf Rudolf Steiner, graduada em Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista e Extensão Universitária em Marketing Cultural e Ação Cultural pela PUC/Cogeae-SP. Trabalha com teatro-educação há 10 anos, formou com o ator e diretor Saliba Filho a Indústria de FAZER Teatro (antiga Cia.A Terceira Máscara) da Cooperativa Paulista de Teatro, produzindo espetáculos e cursos para congressos, empresas e universidades de todo o país. Realizou em 2006 a Oficina de Iluminação Cênica – Sesc Anchieta com Davi de Brito e Robson Bessa, participando da concepção de iluminação cênica do projeto “Na Casa da Tia Ciata” – espetáculo “Um Minuto de Silêncio” no SESC ANCHIETA/SP. Desde 2004 realiza seu trabalho de iluminação cênica com o Grupo Terra Brasilis, apresentando-se no Brasil e exterior (Estados Unidos, Alemanha, Suíça e França). Atualmente desenvolve seu trabalho na Associação Ser em Cena – OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, cujo objetivo é reabilitar, por meio da arte dramática, pessoas afásicas.

Direção Musical e Piano: Arthur Ceratti

Iniciou seus estudos de música e piano aos 9 anos por iniciativa própria. Aperfeiçoou-se na Escola Municipal de Música, e depois de completar o ensino médio no Colégio Bandeirantes, formou-se Bacharel em Piano pela Escola de Comunicações e Artes – USP, onde estudou com Amílcar Zani, Gilberto Tinetti, Marco Antônio da Silva Ramos e Willy Correia de Oliveira, entre outros professores da ECA-USP. Participou de diversos festivais e espetáculos de música pelo Brasil, dentre eles, o e spetáculo musical “O Mambembe”, de Artur de Azevedo, sob direção de Gianni Ratto, na Escola de Artes Dramáticas, USP, com apresentações no TUSP (Teatro da USP), Teatro Sesc Anchieta e Teatro Paulo Eiró (São Paulo, 1993). Trabalhou como pianista no Workshop de Michael Werner, euritmista de Hamburgo, Alemanha, no Congresso de Euritmia Pedagógica (Suiça, Abril 2006). Entre 2004 e 2006 realizou uma série de espetáculos em eventos no Brasil e exterior. Atualmente cursa Licenciatura em Música pela ECA-USP.

Cellistas convidados: Alberto Kanj (Holanda) e Vana Bock (OSUSP)

Vana Bock - Iniciou seus estudos de violoncelo aos doze anos de idade, realizando a maior parte de sua formação musical na Escola Municipal de Música. Foi integrante da Orquestra Experimental de Repertório e da Camerata Fukuda. Entre 2000 e 2003 foi bolsista da Fundação Vitae e do Ministério da Cultura, especializando-se na Academia Ferenc Liszt, em Budapeste, Hungria. È integrante da Orquestra de Câmara Villa Lobos e do Cantilena Ensemble. Tem sido freqüentemente convidada também para tocar com a Bachianas Chamber Orchestra com a qual participou de concerto no Carnegie Hall, em janeiro de 2007, sob a direção de João Carlos Martins. É violoncelista da Orquestra Sinfônica da USP e Orquestra Jazz Sinfônica, além de lecionar e realizar trabalhos de música de câmara. É graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade de São Paulo com especialização na Universidade Federal de São Paulo.

INTEGRANTES TERRANOVA EURITMIA

Ana Rosas Alkmim

Ana Carolina Janeiro Ghirello

Brian Lindbergh

Clarissa Rassi Mattosso

Eduardo Borges Barcellos

Isabela de Moura Leibl

Jonas de Castro Gitz

Letícia Rheingantz

Luisa de Carvalho Mello

Martha Lameirão

Natalia Isabelle Vidigal Coachman

Rafael Antonio Bocchiglieri Nihonmatsu

Rafael Tavares de Oliveira

Raquel Pérez Cestari (Espanha)

www.terranova.euritmia.com.br

gaia@ig.com.br

 

Informações: 2285 10 05 2511 70 1

cel: 9976 00 35