Monthly Archives: March 2007

Nota da Prefeitura de Rio Preto Sobre Homeopatia Contra a Dengue

A Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria de Saúde e Higiene, passa a distribuir a partir desta quinta-feira (15/3) o complexo homeopático para dengue. O medicamento poderá ser encontrado em todas as unidades de Saúde e no Pronto-socorro Central.

O medicamento, que será ministrado gratuitamente nas unidades de Saúde, é voltado para amenizar os sintomas da dengue e assim restringir a cadeia de transmissão da doença. De acordo com o médico homeopata Renan Marino, em Cuba, o complexo tem sido utilizado em larga escala, como tratamento de preferência. O resultado tem sido altamente positivo.

Segundo o médico, a recuperação do paciente é mais rápida, atenua os sintomas e diminui o risco de hemorragias. “As dores, febre e outros sintomas são reduzidos para dois ou três dias. Ou seja, o paciente fica menos tempo infectante, diminuindo a cadeia de transmissão”, explica.

A Secretaria de Saúde adquiriu 100 mil doses do complexo, o suficiente para atender a 50 mil pessoas. Nesta primeira fase, o medicamento estará disponível para aqueles que não têm a doença ou sequer apresentam sintomas característicos.

O médico Marino explica que qualquer pessoa pode tomar o medicamento. Não há contra-indicações. Mas, no caso de qualquer reação adversa, deve-se procurar a unidade de Saúde.

De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Controle à Dengue, Amena de Alcântara Ferraz, qualquer pessoa pode procurar uma unidade de Saúde e tomar em dose única de tratamento duas gotas do medicamento. “Se esta pessoa vier a contrair a doença depois ou apresentar os sintomas de dengue, ela deve voltar a uma unidade de Saúde para fazer o tratamento prolongado. Ou seja, ela receberá um frasco do complexo que levará para casa e tomará duas gotas, três vezes ao dia, durante sete dias”, diz.

O tratamento prolongado, segundo o médico Marino, também é recomendado para quem já está com os sintomas. Neste caso, o medicamento estará disponível a partir da próxima semana nas unidades de Saúde.

O complexo homeopático é coadjuvante no tratamento, já que tem de ser feito também o tratamento estabelecido para dengue no Manual de Procedimentos. É recomendado especialmente a pessoas que fazem parte do grupo de risco para dengue hemorrágica, como quem já teve dengue ou hipertensos, diabéticos, grávidas, entre outros.

A médica pediátrica homeopata Eleny Jammal, da Secretaria de Saúde, diz que o complexo já vem sendo utilizado pelos homeopatas de clínicas particulares desde 2002. “Antes disso, tivemos uma experiência de campo no bairro Cristo Rei, em 2001, e Cuba, desde o surto em junho do ano passado, com casos de dengue hemorrágica em Havana e Camaguey, adotou a homeopatia como terapêutica oficial do Ministério da Saúde, daquele país”, destaca.

O médico Antonio Caldeira, assessor técnico da Secretaria de Saúde, diz que o uso da homeopatia em Saúde Coletiva representa uma medida complementar a todas as ações de Saúde pública que vem sendo desenvolvidas pela Secretaria de Saúde de Rio Preto. ”É uma ação coadjuvante ao plano de contingência que busca conter ou minimizar, de todas as formas possíveis, a evolução e agravos da epidemia de dengue”, ressalta.

Entre sexta-feira da semana passada e a última terça-feira, mais de 500 profissionais de Saúde foram capacitados para a dispensa do complexo. Durante o treinamento, as principais dúvidas foram sobre quem pode tomar o medicamento e como. Também foram distribuídos aos participantes panfletos, com orientações básicas sobre uso do complexo homeopático.

Mirna de Lima Soares

Orientações para o uso do complexo homeopático

O medicamento homeopático requer alguns cuidados na sua conservação e administração, apresentados a seguir:
• Não mudar a medicação de frasco;
• Manter em temperatura ambiente;
• Evitar exposição ao calor ou luz do sol, diretamente;
• Evitar proximidade com aparelhos eletrônicos, campos magnéticos ou microondas (ex: celular, TV, computador,…);
• Evitar abrir o frasco em ambientes com cheiros fortes (ex.: cigarros, perfumes, cânfora, fumaça…).
• Evitar tomar a medicação durante a alimentação ou logo após escovar os dentes;
• Antes de tomar a medicação, faça bochechos com água para higiene da boca;
• Não encostar o conta-gotas do frasco da medicação na boca;
• Não há contra-indicação, mas, no caso de qualquer reação adversa, deve-se procurar a unidade de Saúde;
• Mantenha fora do alcance de crianças e de animais;
• Agitar o medicamento antes de tomar. Para isso, segure o frasco com uma das mãos e bata vigorosamente pelo menos 10 vezes contra a palma da outra mão.
Observação: Em caso de vômito, manter a medicação normalmente.

IMPORTANTE: Não interromper, de forma alguma, o tratamento com o uso de paracetamol ou dipirona e soro de hidratação oral.

Homeopatia Contra a Dengue

O Rio de Janeiro já utilizou a homeopatia contra a dengue em outras ocasiões. Veja a matéria abaixo:

Homeopatia contra dengue

Enquanto o mosquito aedes aegypti espalha a dengue e as autoridades do país ainda tentam conter a epidemia, a homeopatia surge como alternativa eficiente para o tratamento da doença que, em alguns casos, pode ser fatal. A Secretaria Estadual de Saúde já reconhece que o tratamento homeopático é mais eficiente no combate aos sintomas da doença e está distribuindo instruções a médicos da rede pública sobre como receitar remédios da homeopatia.

Depois de reuniões com especialistas do Instituto Hahnemanniano do Brasil (IHB),um dos representantes da homeopatia brasileira no mundo, a Coordenação do Programa de Homeopatia da Secretaria Estadual de Saúde elaborou uma cartilha para tratamento da dengue com medicamentos homeopáticos. Simples e prática, a cartilha possibilita a prescrição desses remédios, mesmo por médicos alopatas. Também traz o modelo de uma ficha de tratamento e acompanhamento dos casos de dengue, que deve ser preenchida pelo médico e encaminhada à Secretaria Estadual de Saúde.

Segundo a coordenadora do Programa de Homeopatia da Secretaria Estadual de Saúde, Eliane dos Santos Garcia, ainda é cedo para avaliar os resultados obtidos pela homeopatia no tratamento da dengue.
“Estamos aguardando a chegada das fichas de notificação para fazermos um levantamento completo. Por enquanto, só podemos afirmar que os medicamentos homeopáticos são realmente muito eficientes no alívio dos sintomas da doença. Além disso, os pacientes tratados com homeopatia retomam suas atividades normais mais rapidamente”, disse. Eliane Garcia faz questão de frisar que não existe nenhum medicamento alopático ou homeopático capaz de prevenir a dengue e lembra que todos os casos suspeitos, mesmo os não confirmados, devem ser notificados à secretaria.

O médico homeopata Fábio de Almeida Bolognani lembra que, desde seu surgimento, a homeopatia tem prestado enorme contribuição à humanidade nos casos de doenças crônicas e contra epidemias infecto-contagiosas. Ele cita o exemplo da cólera, peste que assolou a Europa entre 1831 e 1834, combatida com bastante eficiência através do tratamento homeopático. “A partir de então, começaram a surgir os primeiros hospitais homeopáticos e o ensino desse método ganhou repercussão mundial”, lembra.

O atendimento grátis à população pode ser feito no próprio IHB, no Iaserj (Instituto de Assistência ao Servidor do Estado/RJ), no Hospital Gafrée e Guinle e na Santa Casa, além dos demais hospitais, postos de saúde e ambulatórios municipais, estaduais e federais que possuem atendimento em homeopatia.

(Folha de São Paulo – Maio de 1998)

A nova Revolta da Vacina

São josé do Rio Preto, 30 de março de 2007

Wilson Daher

Escrevi há algum tempo, nesta mesma coluna, um artigo sobre a instituição da Polícia Sanitária, no Rio de Janeiro, nos idos de 1904. A pedido de Oswaldo Cruz, o governo armou uma verdadeira frente de batalha para derrubar cortiços insalubres, alargar avenidas no estilo das alamedas parisienses, invadir casas que oferecessem resistência à visita dos fiscais sanitários e, finalmente, obrigar o povo a uma vacinação em massa contra um surto de varíola. Baseados no velho axioma de que os fins justificariam os meios, as autoridades não se deram ao trabalho de fazer previamente uma campanha de esclarecimentos. E o povo, então, cansado da submissão às autoridades se revoltou com barricadas nas ruas, quebra-quebra, incêndios provocados, enfim, formou-se uma verdadeira batalha campal que só ao fim de algum tempo cessou, voltando o Rio à pasmaceira de antes. Tal episódio, historicamente, tem sido considerado como um dos embriões de cidadania do início do século 20. Os revoltados, embora ignorantes do bem que lhes faria a submissão à vacina, tinham consciência da necessidade de se libertarem do jugo imposto, sem qualquer participação efetiva de sua parte. Só mais tarde, com o entendimento dos objetivos de tais campanhas, é que o povo começou a freqüentar, voluntariamente, os postos de vacinação contra as epidemias comuns da época.

Atualmente, em Rio Preto, em pleno século 21, assistimos desolados e estarrecidos a esta nova Revolta da Vacina (antidengue) criada pelo ilustre homeopata Renan Marino. Mas como tudo na história segue um caminho não linear, dialético, agora é o povo que exige a vacina e são as autoridades estaduais que a proíbem sob as alegações, quem sabe, da falta de uma metanálise de resultados, ou a falta de um protocolo de pesquisa mais detalhado e assim por diante. Acho estranha esta proibição, quando existe, segundo consta, uma evidência de resultados, aferida na população que já fez uso da vacina homeopática e já se constatou a ausência de efeitos colaterais e/ou reações adversas em seus usuários. Por quê? Não se queixem, depois, de que venha uma nova revolta do povo, que anseia por medidas eficientes e baratas contra a propagação da epidemia da dengue. Se em 1904 não queriam a vacina de Oswaldo Cruz, por ignorância de seu benefício, hoje querem a homeopatia de Renan Marino, porque sabem agora, ao longo do tempo, que vacinas serão sempre bem-vindas, desde que provada sua eficácia. Não somos porta-voz de ninguém, neste momento em que optamos apenas pela discussão menos emocional deste caso. Há muita coisa em jogo, e as autoridades devem discuti-la à luz da racionalidade, motivo e essência da ciência verdadeira.

WILSON DAHER
Psiquiatra e professor de História da Medicina na Famerp, Rio Preto

O Estado de SP quer proibir a vacina homeopática contra dengue

Adilson Vedroni entrega representação contra Vigilância Sanitária a promotor

MP rejeita representação contra remédio antidengue
Município também vai ao Ministério Público denunciar ação do Estado

Rio Preto ganhou a primeira batalha no conflito com o Estado pelo uso do medicamento homeopático contra a dengue na rede municipal de saúde.

No final da tarde de ontem, o promotor de justiça Carlos Romani indeferiu a representação do Estado contra o município para impedir o tratamento, argumentando que distribuição, produção e eficácia do medicamento são irregulares.

A Secretaria de Saúde do município, por sua vez, também protocolou representação acusando o Estado de intervenção ilegal.

O parecer do promotor quanto ao documento do Estado diz que o município “não está sendo negligente no tratamento da questão, bem como está procurando dar soluções para a dengue e não se vislumbra que esteja adotando medidas ilegais ou em desacordo com regras do Ministério da Saúde”.

A representação do município foi entregue ao Ministério Público pelo secretrário de Saúde, Arnaldo Almendros, a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Neli Drovetto, e o secretário de Negócios Jurídicos, Adilson Vedroni.

“Queremos esclarecer a legalidade desta ação suplementar do Estado que tentou recolher o medicamento. Apresentamos relatórios dos procedimentos adotados para a implantação”, diz Vedroni.

O Estado diz que vai pedir à Procuradoria Geral ação cautelar de busca e apreensão do remédio.

Enquanto isso, o medicamento homeopático continua sendo distribuído para pacientes com sintomas da doença, nas UBSs.

Rio Preto tem hoje 897 casos positivos de dengue e, desde o início da distribuição, há 12 dias, 19.440 pessoas tomaram o remédio.

Manifestação
Terça-feira, em reunião extraordinária, o Conselho Municipal de Saúde vai apreciar, e votar, o uso do medicamento homeopático na rede de saúde como alternativa de tratamento e como estratégia de saúde.

Estado argumenta ‘hipótese de risco’
A diretora do Centro de Vigilância Sanitária do Estado, Maria Cristina Megid, que chegou ontem a Rio Preto, suspendeu as ações de interdição do remédio nos postos de saúde. “A decisão sobre o que será feito, agora, é na esfera judicial”, diz.

A diretora reforça que a ação suplementar foi adotada baseada na “hipótese de risco” iminente à população por não serem conhecidos os efeitos do remédio. “Se não conhecemos os efeitos, não tem comprovação da eficiência. Pessoas correm risco”.

Ainda segundo ela, o Estado se baseia em outra hipótese, a de o remédio maquiar os sintomas e as pessoas se sentirem protegidas. “A população pode achar que não vai ter a doença e relaxar”, afirma.

A Secretaria Municipal de Saúde, em representação ao MP, apresentou relatórios com as ações de combate ao mosquito e campanhas educativas. “Não paramos de combater a dengue”, afirma o secretário Almendros.

A Vigilância Estadual diz, ainda, que considera a produção de Rio Preto em escala industrial e, por isso, deveria haver registro. Também questiona que os frascos não poderiam ser estocados nas unidades de saúde. “Cada pessoa precisa ter a sua receita e ir na farmácia mandar fazer o remédio. O erro está aí, em todos usarem o mesmo produto, com mesma fórmula”, afirma.

Vacina Homeopática para Dengue

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Em uma semana 16, 5 mil pacientes tomaram as gotas em Rio Preto

A Secretaria Municipal de Sáúde de Rio Preto publica hoje portaria para regulamentar o uso do complexo homeopático para dengue por outras cidades.

A decisão foi tomada pelo secretário de Saúde, Arnaldo Almendros, para orientar os municípios quanto a produção, distribuição e acompanhamento do tratamento com as gotas homeopáticas. A portaria 28 trará a fórmula do complexo por completo.

O medicamento começou a ser distribuído na rede de saúde pública de Rio Preto quinta-feira passada. Segundo dados da Secretaria de Saúde, o complexo foi tomado por cerca de 16, 5 mil pessoas. A média de distribuição é de 150 por cada uma das 24 unidades de saúde da cidade. A campeã em atendimento a pacientes com o complexo é a UBS do Parque Industrial que, em dois dias, teve 500 pessoas.

As gotas fizeram efeito para a estudante Jéssica Augusto Santana, que chegou a ser internada com os sintomas da doença. “Levei o remédio para casa, fiz o tratamento e estou bem”, conta.

Na próxima semana o secretário realiza reunião com os a coordenação da Vigilância Epidemiológica do município e o homeopata Renan Marino, que desenvolveu o medicamento, para reavaliação do projeto, principalmente quanto a distribuição. “O desejo de se prevenir é tão grande que pessoas de fora vêm para cá, vão à UBS e se passam por moradores para tomar. Isso prejudica o projeto de distribuição”, explica Marino.

Pedidos
Com a portaria, a secretaria espera regulamentar o uso e contribuir com a implantação do medicamento em cidades vizinhas que têm provocado corrida à Secretaria de Saúde de Rio Preto para “copiar” o modelo de combate aos sintomas da dengue. Ontem foram registradas 40 ligações.

A secretaria encaminhou, ainda, orientação por escrito para os Estados do Mato Grosso, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Roraima.

Cidade vende medicamento
Ilha Solteira, Bebedouro e Birigui já usam o complexo homeopático para tratamento da dengue.

Em Bebedouro, o município não mandou produzir o remédio para ser distribuído na rede pública de saúde. Quem quiser o medicamento pode encomendar em uma farmácia de manipulação da cidade, ao peço de R$ 4, frasco com 20 ml. Pelo conta-gotas, o paciente paga mais R$ 0,50.

Em Birigui, campeã de casos no Estado, o remédio começa a ser distribuído na próxima semana.

Ilha Solteira já encomendou os lotes do medicamento para distribuir à população. Penápolis também deve incluir o remédio na rede pública.

Segundo o médico Renan Marino, qualquer pessoa pode levar a fórmula para ser manipulada. “Deve ser usado de acordo com a prescrição, mas manipulado em qualquer lugar”, explica.

Números serão atualizados hoje
Hoje a Secretaria de Saúde de Rio Preto divulga novo boletim epidemiológico com o número de casos positivos. Oficialmente a cidade tem 597 pessoas contaminadas pela doença desde o começo do ano.

A divulgação dos casos positivos de dengue é feita pela Vigilância Epidemiológica do município, que recebe os resultados positivos de Rio Preto do Instituto Adolfo Lutz, que faz os exames.

Podem o amor e o sexo ser nocivos à vida de alguém?

Por mais surpreendente que possa parecer, a resposta é SIM. A partir do momento em que alguém age COMPULSIVAMENTE em busca de romance, paixões, relações sexuais (hetero ou homossexuais; com uma, duas, ou muitas pessoas, das mais diversas maneiras), isso se torna uma doença, que passa a controlar a vida desta pessoa, que coloca essas práticas amorosas ou sexuais como centro de sua vida. Assim, há um prejuízo mais ou menos evidente dos demais aspectos de sua vida, como a vida em família, o trabalho, as amizades, interesses culturais, artísticos e religiosos, etc. Vale ressaltar que o que torna qualquer dessas práticas prejudicial é o caráter COMPULSIVO delas e não as práticas em si, ou seja, o fato de alguém se apaixonar por outra pessoa não é uma doença, mas a necessidade de só se sentir bem quando se está apaixonado, buscando inesgotavelmente novas pessoas para se apaixonar é uma doença e causa um sofrimento enorme, uma angústia constante, com a sensação de fracasso recorrente. Este é apenas um dos exemplos da COMPULSÃO por amor e sexo que, por envolver um sentimento e uma atividade vitais à vida de qualquer pessoa, é uma DOENÇA que exige um tratamento intensivo, já que a cura não se constitui em se afastar do objeto de sua COMPULSÃO, como seria o caso se fosse por fumar, por exemplo, em que a pessoa deveria afastar-se definitivamente dos cigarros, para que essa COMPULSÃO não fosse deflagrada. No caso de amor e sexo, a vida sem eles tornar-se-ia vazia e sem sal! Por isso, o tratamento visa rastrear a BIOGRAFIA da pessoa que sofre dessa COMPULSÃO, em busca de um entendimento de sua causa, que pode ter diversas origens, para que possamos amar e viver o sexo em plenitude, sem que sejamos escravizados. Aliás, esta é uma doença multifatorial, ou seja, é o resultado de influências diversas: uma pessoa predisposta geneticamente que sofre os efeitos de experiências vividas em seu desenvolvimento, e/ou de influências dos meios de comunicação que nos bombardeiam diariamente com noções falsas e glamurosas a respeito de amor e sexo.

Através de um novo entendimento de nossas vidas e de nossos sentimentos, de ações concretas, e de VONTADE, essa COMPULSÃO pode ser compreendida e controlada, nos liberando para vivermos em plenitude, descobrindo novos prazeres e significados em cada ato, cada gesto, cada momento. Passamos a não ser mais escravos de uma COMPULSÃO, mas donos de nossa própria VONTADE, exercendo o livre arbítrio, enfim.

A INDIVIDUALIDADE COMO CENTRO DA ABORDAGEM HOMEOPÁTICA

A história dos esforços da humanidade em compreender e lidar com o sofrimento, as
doenças e a morte, é tão longa quanto a da própria humanidade. Nesta trajetória, muitos sistemas, teóricos e práticos foram propostos.
A homeopatia, sistema médico-terapêutico criado por Samuel Hahnemann há dois
séculos, é um entre muitos outros. A palavra homeopatia, oriunda do grego homoios que quer dizer semelhante e páthos que significa doença ou sofrimento, designa a ciência terapêutica baseada na lei natural de cura Similia similibus curentur – os semelhantes curam os semelhantes.
HOMEOPATIA: “homoios” = semelhante
“páthos” = doença
Hahnemann descobriu um método terapêutico baseado na lei da semelhança – toda a
substância capaz de produzir em doses ponderais, tóxicas, fisiológicas ou diluições
imponderáveis, no indivíduo sadio porém sensível, um quadro mórbido subjetivo e
eventualmente objetivo ou lesional, será igualmente capaz de, em doses convenientes conforme o caso, curar no indivíduo sensibilizado pela doença um quadro mórbido semelhante, excetuando as lesões irreversíveis.
Todas as observações feitas por Hahnemann, em relação ao poder terapêutico dessas
substâncias, foram feitas a partir de experimentos no homem são, não em doentes nem em animais.
O homem é visto como um ser dotado de uma força vital responsável por mantê-lo
saudável, isto é, em harmonia consigo e com o meio ambiente. Quando esta força vital não é suficiente para restabelecer o equilíbrio, a harmonia não é alcançada e o indivíduo apresenta sintomas indicadores de seu desequilíbrio (doença).

Meditação melhora conhecimento e emoções

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da Agência Lusa, em Washington (EUA)

Quem pratica meditação durante longos períodos induz mudanças no funcionamento do cérebro que melhoram o conhecimento e as emoções, indica estudo da Universidade de Wisconsin.

Os resultados da pesquisa –feita por uma equipe do laboratório W.M. Keck de Estudos Cerebrais do Centro Weizman, da Universidade de Wisconsin, em colaboração com o Mosteiro de Schechen, de Katmandu (Nepal)– vêm publicados na revista “Pnas” (www.pnas.org).

“Constatamos que os praticantes da meditação budista durante longos períodos induzem alterações neurais, isto é, na função cerebral, cujo impacto duradouro aumenta a cognição e as emoções”, afirmou Antoine Luz, que coordenou o estudo.

O termo “meditação” abrange numerosas tradições culturais e vários métodos de concentração mental, controle da respiração, visualizações ou, pelo contrário, não focalização da mente em objetos ou idéias.

O estudo

Para este trabalho, os investigadores acompanharam oito praticantes de meditação budista de, em média, 49 anos de idade. Eles compararam-nos a um grupo de controle de 10 estudantes voluntários com uma média de 21 anos de idade.

Os budistas receberam instrução mental nas tradições tibetanas Nyingmapa e Kagyupa de 10 mil a 50 mil horas ao longo de períodos de 15 a 40 anos.

“A duração da sua instrução foi calculada com base na sua prática diária e no tempo que passaram em retiros de meditação”, explicou Lutz.

Por outro lado, os indivíduos do grupo de controle não tinham experiência prévia em meditação e receberam instrução durante apenas uma semana, antes da coleta de dados mediante eletrencefalogramas.

Como método de meditação, os cientistas escolheram “uma prática sem objeto determinado, durante a qual os participantes, tanto os budistas como os do grupo de controle, geraram um estado de ‘amabilidade e compaixão incondicional’”.

Esta prática, seguida por numerosas escolas budistas, da Índia à China, Japão, Coréia e sudeste asiático, não requer concentração sobre objetos, memórias ou imagens particulares, mas antes uma disposição para ajudar todos os seres vivos.

“Estudos anteriores já tinham demonstrado o papel geral da sincronia neural, em particular nas freqüências da banda gama [de 25 a 70 Hz], em processos mentais como a atenção, a memória ativa, a aprendizagem ou a percepção consciente”, explicou Lutz.

Resultados

Os pesquisadores fizeram eletrencefalogramas dos participantes budistas e dos elementos do grupo de controle antes, durante e depois da meditação, e compararam os resultados dos dois grupos.

“Concluímos que os praticantes budistas induzem, de forma sustentada, oscilações de alta amplitude na banda gama e sincronia de fase”, segundo Lutz. “As maiores diferenças entre os dois grupos aumentam de forma aguda durante a meditação e mantêm-se depois da meditação”, acrescentou.

A Importância da Arte na Terapia Biográfica

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Na Terapia Biográfica a arte é um elemento fundamental, assim como em todas as atividades humanas ela é um elemento harmonizador.

O impulso artístico proposto por Rudolf Steiner — e formulado pela antroposofia por meio da euritmia, escultura, pintura e arte da fala — é o machado afiado que possibilita ao aprendiz entrar em contato com seus próprios meios. Na busca do elemento artístico específico de cada arte, a pessoa depara-se com o universo dos fenômenos, conhece suas formas de expressão, e pode criar a partir de elementos como equilíbrio, movimento, cor, som, forma, ritmo, etc. A aproximação com tais elementos exige concentração e auto-observação, qualidades que se adquirem durante o próprio fazer artístico.

Ao criar algo completamente novo, saído inteiramente do seu interior, a pessoa trabalha e mostra seus limites ao mesmo tempo em que afirma sua individualidade e valoriza a si mesma. E é assim que, com a ajuda da arte, dá os primeiros passos rumo à superação de si mesma.

O fazer artístico ampliado pela antroposofia é sempre um veículo de expressão da alma. Assim, ele pode ser realizado com duas intenções: uma artística, onde o objetivo é a comunicação plena do artista — que segue por um caminho de auto-transformação — com o espectador da obra de arte, podendo atuar positivamente sobre este. E outra, terapêutica, onde o fim a ser alcançado é o equilíbrio e a harmonização interna do indivíduo.

Caju

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Propriedades Nutricionais: Riquíssimo em vitamina C, é também fonte de
betacaroteno (provitamina A), vitamina do complexo B e dos minerais cálcio,
magnésio, manganês, potássio, fósforo e ferro. Além disso, fornece
carboidratos e sua castanha é uma boa fonte de proteínas e gorduras.
Valor Calórico: 100 gramas de caju fornecem 36,5 calorias.
Propriedades Medicinais: O caju fornece um potente antioxidante, vitamina C, que
também previne resfriados e ajuda na cicatrização de feridas e lesões. Além disso,
auxilia na contração muscular, pelo seu conteúdo em minerais. Das folhas novas do
cajueiro pode se extrair um suco muito utilizado contra aftas e cólicas intestinais. A raiz
pode ser utilizada na medicina como laxante.

Acerola

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Propriedades Nutricionais: Muito rica em vitamina C, também é fonte de

betacaroteno, vitaminas do complexo B e dos minerais cálcio, fósforo, ferro,
magnésio e manganês.
Valor Calórico: 100 gramas de acerola fornecem 32 calorias.
Propriedades Medicinais: Ajuda a manter as defesas do corpo e, provavelmente,
reduz o risco de alguns tipos de câncer. Além disso, pode diminuir a taxa de colesterol
no sangue e é boa fonte de potássio, que ajuda a regular a pressão arterial.

A praga

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Por Rubem Alves

É bom atentar para o que o papa diz. Porta-voz de Deus na Terra, ele só pensa pensamentos divinos. Nós, homens tolos, gastamos o tempo pensando sobre coisas sem importância tais como o efeito estufa e a possibilidade do fim do mundo. O papa vai direto ao que é essencial: “O segundo casamento é uma praga!”
Está certo. O casamento não pertence à ordem abençoada do paraíso. No paraíso não havia casamento. Na Bíblia não há indicação de que as relações amorosas entre Adão e Eva tenham sido precedidas pelo cerimonial a que hoje se dá o nome de casamento: o Criador, celebrante, Adão e Eva nus, de pé, diante de uma assembléia de animais, tudo terminando com as palavras sacramentais: “E eu, Jeová, vos declaro marido e mulher. Aquilo que eu ajuntei os homens não podem separar…”
Os casamentos, o primeiro, o segundo, o terceiro, pertencem à ordem maldita, caída, praguejada, pós-paraíso. Nessa ordem não se pode confiar no amor. Por isso se inventou o casamento, esse contrato de prestação de serviços entre marido e mulher, testemunhado por padrinhos, cuja função é, no caso de algum dos cônjuges não cumprir o contrato, obrigá-lo a cumpri-lo.
Foi um padre que me ensinou isso. Ele celebrava o casamento. E foi isso que ele disse aos noivos: “O que vos une não é o amor. O que vos une é o contrato”. Aprendi então que o casamento não é uma celebração do amor. É o estabelecimento de direitos e deveres. Até as relações sexuais são obrigações a ser cumpridas.
Agora imaginem um homem e uma mulher que muito se amam: são ternos, amigos, fazem amor, geram filhos. Mas, segundo a igreja, estão em estado de pecado: falta ao relacionamento o selo eclesiástico legitimador. Ele, divorciado da antiga esposa, não pode se casar de novo porque a igreja proíbe a praga do segundo casamento. Aí os dois, já no fim da vida, são obrigados a se separar para participar da eucaristia: cada um para um lado, adeus aos gestos de ternura… Agora está tudo nos conformes. Porque Deus não enxerga o amor. Ele só vê o selo eclesial.
O papa está certo. O segundo casamento é uma praga. Eu, como já disse, acho que todos são uma praga, por não ser da ordem paradisíaca, mas da maldição. O símbolo dessa maldição está na palavra “conjugal”: do latim, “com”= junto e “jugus”= canga. Canga, aquela peça pesada de madeira que une dois bois. Eles não querem estar juntos. Mas a canga os obriga, sob pena do ferrão…
Por que o segundo casamento é uma praga? Porque, para havê-lo, é preciso que o primeiro seja anulado pelo divórcio. Mas, se a igreja admitir a anulação do primeiro casamento, terá de admitir também que o sacramento que o realizou não é aquilo que ela afirma ser: um ato realizado pelo próprio Deus. Permitir o divórcio equivale a dizer: o sacramento é uma balela. Donde, a igreja é uma balela… Com o divórcio ela seria rebaixada do seu lugar infalível e passaria a ser apenas uma instituição falível entre outras. A igreja não admite o divórcio não é por amor à família. É para manter-se divina…
A igreja, sábia, tratou de livrar seus funcionários da maldição do amor. Proibiu-os de se casarem. Livres da maldição do casamento, os sacerdotes têm a suprema felicidade de noites de solidão, sem conversas, sem abraços e nem beijos. Estão livres da praga…

Adote uma abordagem mais holística em relação à saúde

Cada vez mais pessoas buscam a Homeopatia e terapias alternativas para tratamento de doenças. Muitas vezes essa busca é o fim da linha, após ter tentado vários tratamentos convencionais. Para o leigo, a Homeopatia é apenas mais uma especialidade médica, mas algumas peculiaridades precisam ser consideradas, para que o tratamento não seja apenas um acréscimo à medicina convencional. Já no diagnóstico, a abordagem homeopática permite uma compreensão mais completa das prioridades para o tratamento, não considerando somente a doença e seus sintomas, mas também suas causas. No tratamento, além da medicação, é enfatizada a necessidade de que o paciente assuma a responsabilidade por sua saúde, já que nem só de remédios precisamos para curarmo-nos. Assim, é importantíssimo que o paciente mude seus hábitos de vida que sejam prejudiciais à sua própria saúde, como por exemplo, sedentarismo, dependências, relacionamentos esgarçados. Lembre-se sempre: a saúde é responsabilidade de cada um!

Médicos alertam que sinais de Mal de Alzheimer e de depressão senil podem ser confundidos

Por isso é importante a avaliação médica!!!!

Publicada em 07/11/2006 às 12h15m
Luciana Ackermann – O Globo Online
RIO – A depressão senil e a doença de Alzheimer estão entre os principais problemas de saúde que afetam os idosos. Embora sejam comuns, são doenças facilmente
confundidas e difíceis de ser corretamente diagnosticadas. Os sintomas da depressão como o desinteresse, a tristeza, a apatia, a perda do apetite, a perda de peso e a insônia também podem fazer parte do quadro das vítimas do Alzheimer. Já os sintomas do Alzheimer diferem do quadro da depressão. Nele, ocorrem esquecimentos de fatos da vida diária,
desorientação no espaço e no tempo, problemas de atenção e de aprendizado. As diferenças sutis entre as duas doenças serão debatida durante a II Jornada de Excelência
Médica, que acontece no dia 29 de novembro, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
O psiquiatra Jerson Jlaks, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Coordenador do Centro para
Alzheimer do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ressalta que, diante de qualquer indício de uma das duas doenças, é importante que
seja feito um diagnóstico, o mais rápido possível, para que o tratamento adequado seja aplicado. São realizados exames laboratoriais, como tomografia computadorizada, e
uma série de testes, que seguem critérios e escalas internacionais.
As primeiras manifestações da doença de Alzheimer são caracterizadas por pequenos lapsos de memória que podem passar despercebidos durante anos, até a pessoa esquecer
o endereço de casa ou estranhar a fisionomia de um filho. Pouco a pouco o doente desliga-se totalmente de sua realidade, podendo intercalar situações em que está aparente
normal, com outras em que deixa de conhecer mesmo os familiares mais íntimos.
O diagnóstico preciso é fundamental para o tratamento. Um idoso com depressão pode ser curado a partir do uso de medicamentos, em geral, antidepressivos. Já no
Alzheimer, os medicamentos são capazes de reduzirem a velocidade da evolução da doença.
- O fato de a pessoa entrar na terceira idade não é motivo para ter depressão. Isso não é natural. Assim como os esquecimentos de fatos diários, como perguntar se o almoço
será servido, sendo que ele já almoçou, que podem indicar o início do Alzheimer, também não podem ser vistos como normais – afirma Jlaks.
Ele alerta que cerca de 10% dos idosos têm depressão. Em geral, a depressão é provocada pelo desequilíbrio dos sistemas de neurotransmissão, especialmente na liberação
serotonina, noradrenalina e dopamina. Qualquer pessoa pode ser vítima dessa doença, mas é importante procurar ajuda logo que os primeiros sinais se manifestem. Assim, a
possibilidade de levar uma vida normal certamente será maior.
É o caso de Vitório, de 83 anos. Sua filha Elizete Saporito Lopes, de 61 anos, conta que após se
aposentar, Vitório passou a ter crises de soluços, forte apatia e lapsos de memória. A família chegou a pensar que seria Alzheimer. Mas a partir da avaliação médica, a
conclusão foi a de que ele estava depressivo.
Depois de tomar a medicação prescrita pelo médico, Vitório teve uma melhorar significativa, segundo a filha. O neurologista Oscar Bacelar, PhD pela Universidade de Basel,
na Suíça, em doenças neurodegenarativas, faz coro ao alerta de Jlaks, quanto mais cedo a doença for diagnosticada mais ajuda terão os médicos para retardar a evolução do
mal e combatê-lo com medicamentos específicos. Ele aponta que no Brasil 1,2 milhão de idosos tem Alzheimer. Dessa população, 20% ultrapassaram os 85 anos.
Ele ressalta que é o idoso mantenha seu contato social através de atividades interativas como bailes, cursos de artesanato, contato com outras pessoas tanto da mesma idade
quanto de faixa etária diferentes. A proporção de pessoas com a doença dobra a cada cinco anos a partir dos 65 anos de idade.
Normalmente o diagnóstico é feito pelo menos um ano depois dos primeiros sintomas que costumam ser leves e confundidos como normais no envelhecimento.

O Processo de Ser – Vivência em Grupo

 

 

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ATENÇÃO: O PRIMEIRO GRUPO JÁ ESTÁ FORMADO E SE REUNIRÁ NOVAMENTE NO SÁBADO DE ALELUIA, DIA 7 DE ABRIL. QUEM QUISER PARTICIPAR, CONFIRME SUA PRESENÇA COM ANTECEDÊNCIA PELO E-MAIL marceloguerra@gmail.com

“Todo ser vivo está em processo, que é simplesmente o fluxo, o curso de sua jornada de vida. Tais processos são tanto arquetípicos – compartilham padrões comuns a todos os seres, tais como gestação, nascimento, morte e ressurreição – quanto exclusivos de cada ser em particular.”
Allan Kaplan (Artistas do Invisível)

O objetivo dessa vivência é tornar consciente o processo de ser de cada um, para que o indivíduo torne-se responsável pela sua própria evolução, em vez de apenas sujeitar-se a ela.

Em todos os mitos e contos de fadas há um momento em que o herói ou a heroína percebe um chamado e inicia uma aventura da qual voltará transformado(a). Assim também ocorre na vida, afinal os mitos e contos de fadas são somente representações do que passamos na vida.
Este é um chamado para uma aventura para dentro de sua própria história de vida, que terminará trazendo à tona um melhor conhecimento daquilo que você é, de suas qualidades e fragilidades, permitindo que você elabore esses elementos e dê um novo rumo à sua vida.

As atividades visam a equilibrar as três esferas do ser: o pensar, o sentir e o agir. Para isso, lançamos mão de atividades artísticas e corporais e da fala.

Coordenação: Marcelo Guerra, médico

Formação de novos grupos em Nova Friburgo e no Rio de Janeiro. Encontros mensais, sábados pela manhã (em Nova Friburgo) e 4ªs feiras pela manhã (no Rio de Janeiro). Início em 31 de março de 2007, às 9h (Nova Friburgo).

VAGAS LIMITADAS

Investimento: R$80,00 por mês
Informações e inscrições: (22) 92544866

O que falta é comunicação entre as pessoas

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O fim do bate-boca

A boa comunicação entre as pessoas é a arma mais eficaz para disseminar a paz. É o que diz o psicólogo Marshall Rosenberg, porta-voz mundial da comunicação não-violenta

Lembra a última vez que você discutiu com alguém, levantou a voz e saiu praguejando sem chegar a um entendimento? Pois saiba que guerras entre nações, brigas familiares, arranca-rabos no trabalho e a maior parte dos conflitos em todo o mundo (incluindo essa sua discussão) têm algo em comum: poderiam ser evitadas apenas com… palavras. Essa é a teoria defendida pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg, que desde a década de 1960 se dedica a promover o diálogo pacífico mundo afora. Segundo ele, é na maneira como falamos e ouvimos os outros que está a chave para o problema das desavenças e discórdias. Marshall fundou em 1984, na Califórnia, o Centro de Comunicação Não-Violenta (Center for Nonviolent Communication) e tem grupos de pesquisa em mais de 50 países, incluindo o Brasil. Viaja constantemente para mediar conflitos e levar programas de paz a regiões assoladas por guerras, como Sérvia e Croácia. Aqui ele conta a estratégia para apaziguar os combates verbais do nosso dia-a-dia.

Como você começou a se interessar pelo assunto?

Cresci em Detroit, uma das cidades mais violentas dos Estados Unidos. O tempo inteiro havia brigas de rua entre as comunidades brancas e negras, inflamadas pelo preconceito. Quando isso acontecia, me escondia no porão. Até que decidi fazer algo a respeito – queria entender por que agimos de maneira violenta quando não nos entendemos. Comecei a estudar algumas maneiras de ajudar a contribuir para o bem-estar de todos. A comunicação não-violenta foi o resultado de minha especialização em psicologia social.

Quando acontece, então, a falta de comunicação?

Quando não há troca. Geralmente estamos tão preocupados com nosso ponto de vista que não escutamos o que os outros estão dizendo. Ou pior: quando julgamos aqueles que não agem de acordo com o que acreditamos ser correto. Se você quer viver no inferno, é só pensar no que há de errado com as pessoas que fazem coisas de que você não gosta. Se quer piorar um pouco mais, diga a eles o que você acha que está errado. Essa maneira cricri de se comunicar só gera raiva, medo, culpa.

O que podemos fazer para evitar tantos atritos?

Quando jovem, aprendi a me comunicar de maneira impessoal, que não exigia revelar o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas com comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Aí ocorreu o clique. Entendi que a grande falha da comunicação está justamente em apontar problemas nos outros – em vez de olhar o que eles causam em nós. A comunicação começa quando expressamos nossos sentimentos. Não fazemos isso porque achamos que ficamos vulneráveis. Mas só assim criamos um relacionamento baseado na sinceridade. A partir do momento que as pessoas falam o que precisam, em vez de falarem o que está errado com os outros, o entendimento aumenta.

E como isso acontece quando há um assunto que gera discórdia?

O primeiro passo é reformular a maneira como falamos e ouvimos o outro. A idéia é treinar sempre a se expressar com honestidade e clareza, ao mesmo tempo que damos aos outros uma atenção respeitosa. Mas temos a síndrome do disco riscado: repetimos reações, julgando os outros. Existe um treino que ensinamos a todos que buscam se comunicar de maneira pacífica – do chefe de Estado à professora, do marido ao presidiário.

Como é esse treino?

Primeiro você observa um determinado acontecimento que afeta seu bem-estar, evitando julgamentos. Em seguida, identifi ca como você se sente ao observar aquela ação: se ficou magoado, assustado, alegre etc. Então reconhece quais são suas necessidades que não estão sendo supridas. A partir dessa refl exão é possível se comunicar com a pessoa ligada à ação, para resolver o conflito.

Você tem um exemplo?

Vamos supor que uma mãe vai falar com o filho adolescente que deixou a sala uma bagunça. Um jeito não-violento de se expressar poderia ser o seguinte: “Roberto, quando vejo bolas de meia sujas na sala, fico irritada porque preciso de mais ordem no espaço que usamos em comum. Você poderia colocar as meias no seu quarto ou na lavadora?” Veja bem, a mãe poderia reagir de diversas maneiras: bufar, punir o filho. Mas quando pratica a comunicação não-violenta ela deixa claro o que observa, como se sente, qual necessidade não está sendo atendida. Pode ter certeza de que a chance de ser compreendida é maior.

Falando assim parece fácil, mas na prática…

Esses passos na verdade funcionam para termos mais consciência antes de agir de maneira reativa e impensada. Experimente respirar fundo e dar um tempo antes de começar a falar em uma situação que está prestes a entrar em ebulição. Parece papo pra boi dormir, mas funciona! Assim você consegue elaborar o que o está incomodando.

Mas e quando a outra pessoa nos ataca verbalmente?

Da mesma maneira que é possível mudar o jeito de se expressar, também dá para escutar os outros de um jeito diferente. Todo tipo de crítica, ataque, insulto e julgamento desaparece quando concentramos a atenção em ouvir os sentimentos e necessidades por trás da mensagem. Quanto mais praticamos isso, mais percebemos que por trás de todas essas mensagens que nos intimidam estão simples indivíduos com necessidades insatisfeitas pedindo que contribuamos para seu bem-estar.

…………………

por Marcia Bindo in Revista “Vida Simples” Março/2007

Para saber mais
Livros:
• Comunicação Não-violenta – Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais, Marshall Rosenberg, Ágora

Alimentos Vivos

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Alimento vivo: o chip da vida
Suco verde, grãos germinados, arte na horta: a professora Ana Branco ensina a brincar com a comida e depois comer a arte que revitaliza o corpo e a alma

Por Alessandra Nahra

Ana Branco é uma professora diferente. Para começar, ela desafia a antiga lei doméstica que sempre proibiu as crianças de brincar com a comida. Ao contrário, Ana Branco é uma mãe para esses “arteiros”: ela ensina e estimula seus alunos (já bem crescidinhos) a brincar de fazer arte com a comida. Uma brincadeira com muito amor e respeito pela Terra, a mãe de todos nós e de frutos que oferece tão generosamente para que tenhamos o alimento, a vida, a brincadeira.

Professora do Departamento de Artes da PUC-Rio desde 1981, Ana Branco orienta o BioChip, grupo que investiga as cores e a recuperação da informação através do desenho com modelos vivos. Estes modelos vivos são rabanetes, abacates, mangas, alfaces, cenouras – sementes, frutas e hortaliças, de preferência fresquinhos. Com os alunos, Ana vai até hortas orgânicas onde “conversar” com os vegetais. Trocando e recebendo informações direto da fonte original, a arte nasce da vida. “Através da interação dos modelos vivos com o observador, são feitas leituras quanto às suas formas, cores, sabores, texturas e odores. Os frutos da Terra recuperam no nosso corpo informações matrísticas, que podem ser decodificadas a partir do contato direto, não verbal, presente nos alimentos vivos”, explica o folheto do BioChip. Em outras palavras, os alunos fazem arte com a comida viva e depois apreciam com todos os sentidos, incluindo o paladar, o gosto que a arte tem.

Mas por que se chama BioChip? “Chips de computadores são moléculas de água que contém silício. Sementes também. Dentro delas, há informações sobre a vida na Terra. O contato com o chip vivo recupera o processo criativo do humano, nos reconectando com os outros, com os animais e com o planeta”, explicou Ana em recente palestra em Porto Alegre, durante o Fórum Social Mundial.

As idéias de Ana ultrapassam os limites da academia, gerando arte viva que flui para dentro das pessoas. É isso que se percebe ao vê-la em ação, explicando com o corpo e coração a missão da sua vida. Ana Branco come diferente da maioria dos humanos contemporâneos e economiza um dinheirão em gás. É que ela nunca cozinha – mas isso também não quer dizer que come fora todos os dia. Ana só come Alimentos Vivos, ou seja, crus e brotados. Segundo ela, cozinhar alimentos rompe a molécula de água que reveste o silício – e aí, já viu: adeus informação, adeus BioChip. O chip perde a água molecular e a informação não é mais acessada. O que equivale dizer que a conexão com a Terra se rompe e o homem se mantém em processo de dormência. “E isso é interessante para a manutenção da guerra em que vivemos, para a relação de ataque e defesa que estabelecemos dentro de nosso eco-sistema, de nosso corpo. Só que agora acabaram-se as guerras e vamos ter que re-aprender a viver em paz, como nascemos”.

As sementes, alcalinas, começam a se acidificar assim que se afastam da planta. Este processo acontece com quase tudo que alimenta o mundo. Transformamos, cozinhamos, congelamos, microondeamos a comida. “Pela acidificação nós nos desnaturamos, nos afastamos da natureza, a do planeta e a nossa. Esquecemos que somos mamíferos, alegres, cooperativos. Adoecemos porque nos afastamos da origem. Os alimentos cozidos desencadeiam no organismo humano estruturas viciantes. Isto é, cada vez mais o organismo deseja doses mais ácidas, e essa acidez gera euforia e depressão exatamente como acontece com as drogas.”

Então Ana pesquisou e agora ensina maneiras de trazer a vida de volta à nossa vida. Ela não recomenda que ninguém pare de comer do jeito que come e opte imediatamente pela alimentação crua, porque, segundo ela, nossa intoxicação é imensa e seria um choque para o organismo, tal qual uma desintoxicação de drogas pesadas. “Dentro da Alimentação Viva, tudo o que estamos acostumados a comer são drogas: açúcar branco, mascavo, pão integral com tofu, peixe grelhado, caldinho de feijão com arroz, biscoito de água e sal, sorvete de creme etc”. Isso porque os alimentos industrializados e as misturas de amido com proteína são altamente acidificantes, causando dependência. Mas Ana não “prega” a sua maneira de alimentação. Segundo ela, é “só para os que escolhem ser o que sempre foram”. No entanto, ela dá receitas para que qualquer pessoa possa incorporar a força dos alimentos vivos no dia-a-dia, mesmo que não tenha intenção nenhuma de abandonar as delícias cozidas.

As duas principais ferramentas são os grãos germinados e o Suco de Luz do Sol. “Precisamos fazer o caminho contrário do que fizemos até aqui, pelo qual acidificamos ao máximo nossa comida. Quando a semente germina, torna o solo e tudo o mais alcalino, e alcalinização é igual à revitalização. Quando molhamos a semente, a dormência se rompe e libera a informação, ampliando o valor nutritivo em 20 mil vezes”. Sementes e grãos germinados são a base da alimentação de Ana. Puros, misturados, transformados em…

…Suco de Luz do Sol, que vem a ser clorofila pura, luz do astro rei que alimentou e foi transformada pelas plantas verdes. “Esse tipo de alimento é capaz de mudar o comportamento das pessoas, por causa da oxigenação intensa do cérebro”. O suco verde entra no sangue e em 15 minutos se transforma em hemoglobina, acelerando processos de cura e desintoxicação. “Tomando o suco de Luz do sol todos os dias, voce vai aos poucos recuperando quem voce sempre foi. Nào precisa ter pressa, basta ter ritmo”. E é um remédio poderoso, diz Ana, que pode curar tudo. Dor de cabeça, dor de barriga, pele seca, diarréia, cocô duro, gripe – das mais fáceis até as mais difíceis. Aids? Cura, garante Ana. Câncer? Cura também. A pessoa está em coma? É só levar o liquidificador para a UTI e dar suco de Luz do Sol de hora em hora até que a pessoa levante do transe. Ana garante. Ela já viu. E você pode ler nos depoimentos no site dela, clicando aqui.

E depois? Depois é passar adiante a informação para quem precisa do santo remédio. Porque, não se engane, é presente da mãe Terra, é presente de Deus, quase de graça (moço, quanto custa a folha de abóbora?), independente e auto-suficiente. Presente baratinho porém mais valioso que muito diamante quando a maior riqueza é saúde e vida vibrante e criativa, atributos naturais dos mamíferos – e por tudo isso, por esse tesouro reconectado, estamos desde agora sempre plenamente agradecidos…

Receitas: Suco de Luz do Sol e como germinar

Liquidifique um pepino pequeno e uma maçã grande sem sementes. Não coloque água nenhuma, bata com a ajuda de um socador ou colher de pau (cuidadosamente), para extrair o líquido das hortaliças. Então coe num coador de pano e coloque o líquido de volta no liquidificador. Acrescente o legume e a raiz, que podem ser cenoura, abóbora, maxixe, batata doce, inhame, quiabo, couve-flor, abobrinha, nabo beterraba etc. (Procure variar as hortaliças e privilegie as de produção orgânica.) Bata e coe novamente. Acrescente as folhas verdes, que podem ser couve, folha de abóbora, folha de beterraba, folha de cenoura, espinafre, bertalha, chicória etc; quanto mais verde, melhor. Ponha agora os grãos germinados (trigo, girassol, painço, soja, linhaça, gergelim, arroz, amendoim, ervilha etc). Bata tudo, coe no coador de pano e beba imediatamente. Em pouco tempo esse suco se transforma em hemoglobina dentro do corpo.

Para germinar grãos:

1. Colocar de uma a três colheres de sopa de grãos num vidro e cobrir com água limpa.

2. Deixar de molho por 8 a 12 horas.

3. Cobrir a boca do vidro com filó e prender com elástico. Despejar a água em que os grãos ficaram de molho e enxaguar bem os grãos sob a torneira.

4. Colocar o vidro inclinado num escorredor num lugar sombreado e fresco.

5. Enxaguar pela manhã e á noite. Em dias quentes é preciso lavar mais vezes.

O tempo de germinação varia de acordo com o grão, temperatura etc. Em geral, estão com sua potência máxima logo que sinalizam, assim que põem o “rabinho” para fora. Então estão prontos para serem consumidos.

Fonte: “Você sabe se alimentar?”; Dr. Soleil, Ed. Paulus

Brotos: Alimentação Viva

BROTOS

Benefícios

- Alguns têm alto teor de folato, outros são boas fontes de proteínas, vitamina C, vitaminas do complexo B e ferro.

Inconvenientes

- Os brotos de alfafa podem provocar crises em pacientes com lúpus.

Numerosas variedades de brotos são vendidas em lojas de produtos naturais, supermercados e bufês de saladas. Os restaurantes de comida oriental também oferecem muitos pratos que incluem brotos, inclusive de bambu. Poucos brotos, porém, fazem jus à fama de alimento saudável. Alguns são muito mais nutritivos do que outros. Por exemplo, uma xícara com brotos de feijão moyashi crus contém um terço da Quantidade de Ingestão Diária Recomendada de Folato e 22% de vitamina C.

Por outro lado, são necessárias cerca de cinco xícaras de brotos de alfafa para se obter a mesma quantidade de nutrientes.

Cuidado: A maioria dos brotos pode ser consumida crua. Uma exceção importante é o broto de soja, que contém uma toxina eliminada pelo cozimento. As pessoas que sofrem de LÚPUS devem evitar os brotos da alfafa de qualquer forma, pois podem desencadear os sintomas da doença.